Embriões livres de genes com predisposição para cancro

Reino Unido aprova medida

10 maio 2006
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Mulheres propensas a desenvolver cancro da mama e do ovário de tipo hereditário poderão no futuro escolher embriões livres dos genes causadores da doença, segundo um novo plano das autoridades de saúde britânicas.
 

 

Essa decisão da Human Fertilisation and Embryology Authority, adiantada esta semana pelo jornal The Times, permitirá que milhares de mulheres portadoras dos genes BRCA1 e BRCA2 evitem que as suas filhas herdem a predisposição genética ao desenvolvimento desse tipo de cancro, cujo índice de probabilidade de ocorrência é de 80%.
 

 

Essa medida, que se aplica também a um terceiro gene, responsável pela predisposição ao cancro do cólon, recebeu sinal verde do comité de ética dessa autoridade britânica.
 

 

As pessoas portadoras dos genes que geram predisposição ao cancro da mama e ao do cólon terão acesso a um tratamento de fertilização "in vitro", que consiste em extrair dos embriões uma célula para submetê-la a exame.
 

 

Isso permitiria utilizar apenas os embriões sem esses genes, o que - segundo o jornal - pode alimentar a polémica sobre os "bebés desenhados".
 

Esse procedimento, conhecido como diagnóstico genético de pré-implantação, só está aprovado agora no Reino Unido no caso de mutações que possam representar pelo menos 90% de probabilidade de desenvolver uma doença.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

 

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