Embriões criopreservados: quase 21 mil aguardam destino

Dados do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

20 setembro 2016
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No final do ano passado, cerca de 21 mil embriões estavam criopreservados como resultado dos tratamentos contra a infertilidade, tendo, nesse ano, 44 sido doados a outros casais.
 
Segundo o registo dos embriões criopreservados do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), ao qual a agência Lusa teve acesso, encontravam-se criopreservados 20.875 embriões.
 
O maior número (9.392) são embriões que resultaram de ciclos com recurso a Microinjeção Intracitoplasmática (ICSI) intraconjugais, seguindo-se os provenientes de ciclos de Fertilização in vitro (FIV) intraconjugais (6.844).
 
Os embriões criopreservados no âmbito de ciclos de ICSI com ovócitos de dadora atingiram os 2.955, aos quais se seguiram os resultantes de ciclos de FIV com ovócitos de dadora (980).
 
No âmbito de ciclos de FIV com espermatozoides de dador foram criopreservados 488 embriões e 216 provenientes de ciclos de ICSI com espermatozoides de dador.
 
Em 2015, foram doados a outros casais 44 embriões e 331 foram descongelados e eliminados. Tal como nos anos anteriores, nenhum embrião foi doado para fins de investigação.
 
De acordo com a lei em vigor, os embriões que não tiverem sido transferidos devem ser criopreservados, comprometendo-se os beneficiários a utilizá-los em novo processo de transferência embrionária no prazo máximo de três anos.
 
Em 2013, 2.091 crianças nasceram como resultado de todas as técnicas de procriação medicamente assistida.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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