Embriões congelados melhores que embriões frescos na fertilização "in vitro"

Estudo publicado no “Human Reproduction”

23 fevereiro 2010
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Para as mulheres que necessitam de recorrer à ajuda da fertilização in vitro para engravidar, os embriões congelados poderão ser uma melhor opção do que os frescos, revela um estudo publicado no “Human Reproduction”.

 

 

 

Este novo estudo realizado por investigadores finlandeses indica que as mulheres em que foram utilizados embriões congelados têm uma menor probabilidade de dar à luz prematuramente do que as mulheres que engravidaram a partir de um óvulo que foi removido, fertilizado e implantado "fresco" dentro do mesmo ciclo.

 

 

 

Uma vez que, de acordo com as políticas europeias, é aconselhado o implante de apenas um embrião por forma a evitar gestações múltiplas, muitos embriões são congelados. Mas, até à data, poucos estudos tinham sido realizados para averiguar se os embriões congelados estavam associados a taxas mais elevadas de bebés prematuros e de outras complicações.

 

 

 

Para este estudo, os investigadores da Oulu University Hospital, na Finlândia, compararam dados de cerca de 2.300 crianças concebidas a partir de embriões congelados, de mais de 4.100 nascidas a partir de embriões frescos e de 32 mil gravidezes que não necessitaram da fertilização in vitro ou de outros tratamentos de fertilidade.

 

 

 

Os investigadores constataram que 258 dos bebés concebidos a partir da transferência de embriões frescos (ou seja, cerca de um em cada 11) nasceram prematuramente. Em comparação, nasceram prematuramente 120 bebés que foram concebidos a partir da transferência de embriões congelados (o que representa cerca de um em cada 16).

 

 

 

O estudo também revelou que houve diferenças entre os embriões frescos e congelados em relação ao baixo peso à nascença ¿ 180 casos (6%) versus 76 (4,2%), respectivamente ¿ e em relação a um tamanho pequeno do bebé para o tempo de gravidez ¿ 91 (3,1%) versus 28 (1,5%), respectivamente.

 

 

 

O único efeito potencialmente negativo da utilização de embriões congelados foi que, em média, o peso à nascença dos bebés concebidos a partir de embriões congelados era 134 gramas maior do que o dos bebé nascidos a partir de embriões frescos.

 

 

 

Desconhece-se qual a razão de os embriões congelados serem uma melhor opção. No entanto, Gordon Baker, do The Royal Women's Hospital, na Austrália, acredita que o processo de congelamento e descongelamento pode filtrar os embriões "fracos", sobrevivendo apenas os de boa qualidade. Para além disso, a transferência de embriões congelados permite uma maior aproximação ao ciclo hormonal da mulher, mimetizando mais de perto o processo da concepção natural.

 

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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