Embrião humano clonado de 20 células

Severino Antinori não confirma notícia de gravidez

08 abril 2002
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O ginecologista italiano Severino Antinori obteve por clonagem um embrião humano de 20 células durante uma experiência realizada num país asiático, confirmou o investigador em entrevista publicada na edição de Abril da revista Scientific American.
 

 

"Obtivemos um embrião clonado de 20 células", afirmou Antinori, indicando que a experiência teve lugar na Ásia, mas sem precisar a data.
 

 

Trata-se da segunda vez a nível mundial que uma experiência científica do género é publicamente reivindicada.
 

 

Em Novembro, a sociedade norte-americana Advanced Cell Technology (ACT), com sede em Worcester (Massachusetts), anunciou ter clonado vários embriões humanos para a extracção de células estaminais destinadas a investigações terapêuticas.
 

 

Mas estes embriões foram destruídos ao atingirem o estado de desenvolvimento das seis células.
 

 

Verdade ou mentira?
 

 

O médico italiano afirma estar bastante avançado nas suas investigações, mas recusa confirmar nesta entrevista se implantou um embrião humano clonado no útero de uma mulher com o objectivo de conseguir uma gravidez.
 

 

Estas afirmações foram proferidas antes da publicação pelo jornal árabe Gulf News, na semana passada, de um anúncio do mesmo Antinori, proferido durante um congresso científico nos Emirados Árabes Unidos, de que uma mulher estava grávida de oito semanas com um embrião obtido através de clonagem.
 

 

Interrogado sobre a veracidade do seu anúncio, Antinori recusou posteriormente confirmá-lo ou desmenti-lo, afirmando que a ciência tem "necessidade de silêncio".
 

 

Juntamente com o seu colega Panos Zavos, perito norte- americano em andrologia, Severino Antinori fundou um consórcio internacional que reúne cerca de 20 especialistas em reprodução humana, tendo anunciado em Janeiro de 2001 a intenção de clonar um ser humano com o objectivo de ajudar os casais estéreis a terem filhos.
 

 

Este consórcio, que opera de forma semi-clandestina em laboratórios tidos como secretos em todo o mundo, é financiado por ricos investidores árabes e asiáticos, explicou Antinori à revista Scientific American.
 

 

Segundo ele, cerca de 6.600 casais estéreis pediram para beneficiar deste tipo de procedimento.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

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