Em Portugal 6 por cento dos cães sofrem de leishmaniose canina

Estudo do Observatório Nacional de Leishmaniose

28 junho 2009
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Análises feitas a 4.000 cães no âmbito de um estudo do Observatório Nacional de Leishmaniose (ONLeish) permitiram detectar leishmaniose canina em 300 deles.

 

A leishmaniose canina é uma doença parasitária grave causada por um protozoário, a Leishmania, e que é transmitida por um flebótomo, um insecto relativamente parecido com um mosquito mas de menor dimensão. Esta doença é de evolução crónica e sem tratamento, o que conduz à morte do cão. A leishmaniose pode transmitir-se ao homem, embora isso raramente aconteça em Portugal.

 

Um estudo anterior, que envolveu a participação da investigadora Lenea Campino, presidente do ONLeish, e que se baseou nas amostras de sangue recolhidas de cães abandonados em Lisboa, tinha demonstrado que a taxa de prevalência desta doença era de cerca de 20 %.

 

Contudo, esses números contrastam com os obtidos no estudo agora levado a cabo, o qual foi efectuado com base em amostras recolhidas em 130 clínicas veterinárias de todo o país.

 

Apesar do estudo ainda não estar concluído, Lenea Campino explicou à agência Lusa que os “resultados preliminares revelaram já uma taxa de prevalência da leishmaniose (6 %) abaixo do que esperávamos, tendo em conta o último estudo”.

 

A elevada taxa encontrada no estudo realizado há dois anos atrás pode ser, na opinião da investigadora, devida ao facto de se tratar de cães abandonados. Lenea Campina afirma que só quando terminarem o estudo é que poderão retirar conclusões, acrescentando que, para o estudo em curso, falta ainda fazer o tratamento estatístico dos dados, nomeadamente da idade dos animais, se eles passam mais tempo dentro ou fora de casa e se vão habitualmente para outras áreas fora da residência.

 

Por outro lado, este novo estudo também permitiu concluir quais os distritos onde a taxa de prevalência é maior. “Beja, Castelo Branco e Portalegre foram os que registaram uma maior prevalência, superior a 10 %. Braga, Aveiro e Viana do Castelo foram os de menor prevalência, com cerca de 1%", afirmou a presidente do Observatório.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

 

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