Em 2050 duas em cinco crianças viverão em África

“Geração 2030/Relatório sobre África” da Unicef

14 agosto 2014
  |  Partilhar:

Duas em cada cinco crianças viverão em África em 2050, são as estimativas de um relatório da Unicef.

 

“As elevadas taxas de fecundidade e o número crescente de mulheres em idade reprodutiva significam que, ao longo dos próximos 35 anos, perto de dois milhões de bebés vão nascer em África”, lê-se no “Geração 2030/Relatório sobre África”, apresentado em Joanesburgo, na África do Sul. Por isso, apela ao investimento na geração mais nova do continente africano.

 

Segundo apurou a agência Lusa, as projeções da Unicef preveem que em 2050, cerca de 40 por cento de todos os nascimentos venham a registar-se em África, onde o número de crianças chegará perto dos mil milhões.

 

Em 2015, mais de metade da população de 15 países africanos terá menos de 18 anos, incluindo Angola (54 por cento) e Moçambique (52 por cento). O relatório realça a situação da Nigéria, onde já se verifica o maior número de nascimentos do continente e que, segundo as estimativas, em 2050, “contabilizará quase dez por cento dos nascimentos a nível mundial”. A população nigeriana deverá atingir os 440 milhões de habitantes em 2050, e os menores de 18 anos aumentarão de 93 para 181 milhões.

 

Moçambique está também na lista dos países que, até 2050, mais contribuirão para o aumento populacional em África, devendo crescer em 33 milhões de habitantes. Os atuais 14 milhões de crianças do país lusófono aumentarão em 11 milhões.

 

Em 2015, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estarão no 6.º e 8.º lugar, respetivamente, dos países africanos com maior percentagem de população urbana. Cabo Verde será também um dos países africanos mais densamente povoados.

 

A urbanização crescente do continente fará com que a maioria dos africanos viva em cidades, antecipa o documento, que estima que 60 por cento da população africana habitará em contextos urbanos em 2050.

 

“O futuro da humanidade é cada vez mais africano”, refere o Geração 2030/Relatório sobre África, classificando o previsível “aumento sem precedentes da população infantil” como “uma oportunidade única" para os responsáveis políticos definirem "uma estratégia de investimento centrada na criança”, que se traduza em “benefícios” para África e o mundo.

 

Em comunicado, Leila Gharagozloo-Pakkala, diretora regional da Unicef para a África Oriental e Austral, sublinha que “investindo nas crianças de hoje – na sua saúde, educação e proteção” traria “vantagens económicas” a um continente onde, “apesar da melhoria”, ocorrem “metade de todas as mortes infantis do mundo”.

 

Em África, uma em cada onze crianças morre antes dos cinco anos, taxa 14 vezes superior à média dos países de rendimento elevado, recorda a Unicef, estimando que, a manter-se este panorama, a mortalidade infantil “pode subir para próximo dos 70 por cento” em 2050.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.