Eliminação de bactéria do estômago com material natural

Trabalho distinguido pelos prémios L´Oreal

31 janeiro 2014
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A utilização de um material natural para eliminar uma bactéria do estômago, a Helicobacter pylori, que pode conduzir ao desenvolvimento de cancro gástrico foi um dos três trabalhos distinguidos pelos prémios L´Oreal.
 

A investigadora Inês Gonçalves, do Instituto de Engenharia Bioquímica, da Universidade do Porto, explicou à agência Lusa que o objetivo "é arranjar uma forma alternativa aos antibióticos para eliminar a Helicobacter pylori, uma bactéria que existe no estômago e, se a infeção for persistente, pode levar ao aparecimento de cancro gástrico".
 

O projeto proposto pela investigadora pretende "utilizar um biomaterial [humano], sob a forma de microesferas feitas de um material natural compatível o corpo".
 

Depois de administradas oralmente, "as microesferas deverão chegar ao estômago, ligar-se à bactéria e removê-la pelo trato gastrointestinal", referiu Inês Gonçalves, apontando que já foi pedida patente internacional e que o passo seguinte é criar condições para fazer testes em animais e depois em humanos.
 

Os prémios L´Oreal também distinguiram Joana Tavares, do Instituto de Biologia Molecular e Celular, da Universidade do Porto, pelo trabalho para conhecer melhor os parasitas da malária, e Luísa Neves, da Rede de Química e Tecnologia, Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, pela proposta de reutilização do gás anestésico, por exemplo, o xenon.
 

O trabalho de Joana Tavares pretende perceber as características do parasita responsável pela malária, ou seja, "quais as moléculas que fazem com que fique retido no fígado, onde posteriormente se vai instalar e transformar, causando a doença".
 

"Queremos perceber este direcionamento do parasita para o fígado, depois de detetar o mecanismo que usa, e tentar montar uma resposta para proteger o hospedeiro da infeção", explicou a cientista à agência Lusa.
 

Luísa Neves por outro lado trabalhou a captura do dióxido de carbono presente em correntes de gases de anestesia "de um modo eficiente e seguro", possibilitando usar de novo o gás, o que reduz os custos da anestesia e torna este procedimento "o mais seguro possível".

 

Este gás apresenta também vantagens ambientais já que o dióxido de carbono libertado no processo é capturado e armazenado ou utilizado para outros fins, contribuindo para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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