Elevados níveis de selénio podem estar associados a menor risco de cancro colorretal

Estudo publicado no “International Journal of Cancer”

18 dezembro 2014
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Níveis elevados de selénio podem estar associados a uma diminuição do risco de cancro colorretal, dá conta um estudo publicado no “International Journal of Cancer”.
 

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde, o selénio, que pode ser nomeadamente encontrado nas castanhas do Brasil, marisco e carne vermelha, desempenha um papel importante na reprodução, no metabolismo da tiroide e na síntese de ADN. Este metal apresenta também efeitos protetores contra os danos decorrentes do stress oxidativo e da infeção. Um baixo consumo de selénio tem sido associado a um aumento do risco de uma função imune fraca, declínio cognitivo e morte.
 

A ingestão de selénio varia de região para região, devido às variações deste metal no solo onde os alimentos são cultivados. Os europeus ocidentais, por exemplo, têm um nível médio de selénio no sangue de cerca de 80 mcg / L, enquanto que os norte–americanos têm cerca de  110-170 mcg / L.
 

Neste estudo, liderado pela Universidade de Newcastle, no Reino unido, os investigadores decidiram avaliar de que modo as variações do consumo do selénio afetavam o risco de cancro coloretal. O estudo inclui a participação de 520.000 indivíduos oriundos de 10 países da Europa ocidental tendo sido recolhidas informações sobre a dieta adotada e estilo de vida. Foram também retiradas amostras de sangue a cada um dos participantes.
 

O estudo apurou que níveis elevados de selénio estavam significativamente associados a um menor risco de desenvolvimento de cancro colorretal.
 

De acordo com um dos autores do estudo, John Hesketh, nos últimos anos a comunidade científica tem ficado menos interessada na possível associação entre o selénio e o risco de cancro, devido aos resultados discordantes obtidos em alguns ensaios clínicos. Por outro lado, também tem sido sugerido que o selénio poderá estar associado a efeitos adversos.
 

Contudo, o investigador defende que estes resultados colocam outra vez em cima da mesa o debate em torno do selénio e o risco de cancro, chamando a atenção para a necessidade de mais investigação de forma a perceber quais são os reais benefícios deste metal.
 

“Os nossos resultados apoiam o papel do selénio na prevenção do cancro colorretal, mas isto tem de ser equilibrado com cautela, tendo em conta os potenciais efeitos tóxicos associados à sua toma. A dificuldade com o selénio é que há uma janela bastante estreita entre os níveis que são subótimos e aqueles considerados tóxicos”, conclui John Hesketh.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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