Elevados níveis de eritropoetina são um indicador de risco de morte

Estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”

03 novembro 2010
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Níveis elevados de eritropoetina em indivíduos com mais de 85 anos é um indicador de um maior risco de morte, revela um estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.

 

A eritropoetina é uma hormona produzida nos rins para estimular a produção de glóbulos vermelhos. Esta produção é desencadeada pela falta de oxigénio nos rins devido a uma situação de anemia ou baixos níveis de oxigénio na corrente sanguínea. Em pacientes com falência cardíaca crónica, elevados níveis de eritropoetina são indicadores de um maior risco de morte.

 

Para este estudo, os investigadores da Leiden University Medical Centre, na Holanda, contaram com a participação de 428 indivíduos com 85 anos ou mais de idade e verificaram que elevados níveis de eritropoetina estavam associados com um aumento da mortalidade, independentemente da depuração da creatinina, níveis de hemoglobina, presença de comorbidade, ser fumador ou ainda ter em circulação marcadores de inflamação.

 

Os autores do estudo verificaram que os níveis elevados de eritropoetina “têm um valor de prognóstico importante para a mortalidade na população dos indivíduos idosos.” Contudo, não sabem se estes elevados níveis, além de serem um marcador de risco de maior mortalidade na idade avançada, “são também um risco casual do aumento da mortalidade.”

 

Na opinião dos investigadores são ainda necessários novos estudos para perceber o mecanismo biológico subjacente e entender as implicações clínicas dos elevados níveis desta hormona nos indivíduos idosos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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