Elevado consumo de beta-caroteno pode ser prejudicial

Estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”

07 maio 2012
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Investigadores americanos sugerem que o consumo excessivo de beta-caroteno pode ter efeitos prejudiciais para a saúde, dá conta um estudo publicado no “Journal of Biological Chemistry”.

 

O beta-caroteno é um antioxidante que é convertido na vitamina A, e que se encontra presente apenas em alguns alimentos e em suplementos.

 

Neste estudo, os investigadores da Ohio State University, nos EUA, descobriram que determinadas moléculas derivadas do beta-caroteno podem ter um efeito prejudicial para o organismo, dado que bloqueiam a ação da vitamina A, a qual é essencial para a visão, ossos, pele, metabolismo e função imune.

Como estas moléculas prejudicais são derivadas do betacaroteno, na opinião dos investigadores o consumo elevado deste antioxidante pode ser acompanhado pela produção de elevadas quantidades destas moléculas. O que significa que se estes compostos diminuem a atividade da vitamina A, em vez de promover os seus benefícios, o consumo elevado de beta-caroteno pode assim resultar, estranhamente, em níveis baixos de vitamina A.

 

Estes resultados poderão também explicar o motivo pelo qual se verificou, em estudos anteriores, que os indivíduos que consumiam elevadas quantidades de suplementos de beta-caroteno apresentavam um maior risco de desenvolver cancro do pulmão, em comparação com aqueles que não ingeriam este tipo de suplementos.

 

O líder do estudo, Earl Harrison, revelou, em comunicado de imprensa, que “estes compostos estão presentes nos alimentos e são habitualmente encontrados no sangue. Estes compostos apresentam definitivamente propriedades anti-vitamina A podendo impedir ou pelo menos afetar o metabolismo e a ação da vitamina A. Mas temos que realizar mais estudos para confirmar estes resultados”.

 

Os investigadores estão a prosseguir com a investigação para perceber, nomeadamente, se o processamento dos alimentos, ou se determinados processos biológicos, afetam a prevalência destes compostos. Estudos anteriores sugeriram que o stress oxidativo, resultante do tabaco ou da exposição à poluição, pode conduzir à produção destas moléculas anti-vitamima A, explicou Earl Harrison.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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