Eleições para o bastonário dos médicos em período conturbado

Votações são na quarta feira

10 dezembro 2001
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Os médicos vão a votos na quarta-feira para escolher o seu bastonário, numa altura em que a classe atravessa momentos difíceis. O ministro da Saúde acusa-os de participarem em congressos de formação mais turísticos do que científicos, que roubam profissionais aos hospitais públicos e adiam consultas. Diz que na classe há caciques, que trocam eleições para cargos de chefia clínica pelo pagamento de horas extraordinárias não realizadas.
 

 

As listas de espera para cirurgias nos hospitais não param de engrossar: há quase 100 mil pessoas a aguardar uma intervenção cirúrgica. Mesmo em casos tão graves como o cancro.
 

 

O pesadíssimo Serviço Nacional de Saúde não lhes consegue responder. Os médicos são apontados como uns dos responsáveis pela situação, até pelos seus pares. Os horários nos hospitais em muitos casos não são cumpridos. Os consultórios particulares têm que funcionar.
 

 

Também o doente passou a ser mais exigente para com o seu médico. Quer mais consultas, exames, uma segunda opinião, entupindo as urgências com unhas encravadas. Há clínicos que fazem vários turnos de urgência por semana com poucas condições. Estão cansados. Desmotivados.
 

 

Na campanha eleitoral para o escrutínio de quarta-feira pouco ou nada se tem ouvido sobre estes assuntos. Os candidatos, o actual bastonário e patologista clínico Germano de Sousa e o cardiologista nortenho Carlos Ramalhão, propôem-se restaurar a imagem dos médicos, enquanto as suas listas trocam acusações. A contestação ao novo ministro da Saúde, Correia de Campos, é a grande bandeira destas eleições.
 

 

Fonte: Público

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