Eficácia de medicamento contra mieloma posta em causa

Estudo publicado no New England Journal of Medicine

16 abril 2006
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A talidomida, medicamento há alguns anos utilizado como um promissor tratamento contra o cancro, falhou em prolongar a vida de pacientes com mieloma múltiplo, aponta um estudo publicado no New England Journal of Medicine.
 

 

Vários estudos já tinham demonstrado que a talidomida poderia ser uma ajuda para pacientes com mieloma, mas um largo trabalho realizado por investigadores da University of Arkansas, EUA, descobriu que a talidomida deixou de funcionar em casos de pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado - que recebem o medicamento no meio do plano de quimioterapia. Esses pacientes rapidamente pioraram e morreram.
 

 

Cerca de 65% dos pacientes, dos 668 avaliados, continuavam vivos depois de cinco anos - o que não representa um índice melhor do que naqueles que receberam apenas os outros tratamentos.
 

 

Até aos anos 60, a talidomida era utilizada para controlar o enjoo matinal em grávidas e a insónia em cerca de 48 países, mas nunca foi aprovada nos EUA. Em 1962 foi proibida no mundo inteiro, depois de 12 mil bebés terem nascido com graves defeitos, tais como ausência de membros, deformações faciais e órgãos defeituosos. O medicamento tem a aprovação dos EUA para tratar complicações resultantes da lepra, mas os médicos são livres para prescrevê-lo em casos de cancro e outras doenças. No entanto, as mulheres só podem tomá-lo se assinarem um termo de responsabilidade em que concordam usar dois métodos anticoncepcionais (preservativo e pílula).
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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