Efeitos prejudiciais da obesidade são subestimados

Estudo publicado na revista “International Journal of Epidemiology”

06 dezembro 2017
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Um novo estudo revelou que os efeitos prejudiciais do excesso de peso e obesidade sobre a saúde têm sido subestimados.
 
Alguns estudos sugeriram que o Índice de Massa Corporal (IMC) ideal, em que seria minimizado o risco de morte, parece estar situado acima do nível recomendados pelos médicos, o que levou a pressupostos sobre os efeitos benéficos de um pouco de excesso de peso sobre a saúde.
 
Todavia, os cientistas acham, que esses estudos não refletem os verdadeiros efeitos do IMC sobre a saúde, já que estádios iniciais de doenças, comportamentos de risco para a saúde, como fumar, e outros fatores podem conduzir a um IMC mais baixo e a um maior risco de morte. Isto dificulta saber o efeito causal do IMC sobre o risco de morte, em oposição à observação da associação entre o IMC e o risco de morte.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Inglaterra, em colaboração com a Universidade de Ciências e Tecnologia da Noruega, o estudo teve como objetivo determinar a ligação causal entre o IMC e o risco de morte. 
 
A equipa analisou o IMC, saúde e mortalidade em 60.000 pais e filhos com o objetivo de determinar a influência da obesidade sobre o risco de morte numa situação não influenciada por “causalidade inversa”, ou seja, doenças que causam IMC baixo em vez da influência do IMC sobre as doenças. 
 
A equipa investigou o impacto da mortalidade dos pais relacionada com o seu próprio IMC (abordagem convencional) e com o IMC dos seus filhos adultos. Considerando que o IMC dos pais e dos filhos está relacionado devido a fatores genéticos, o IMC dos filhos é um indicador do IMC dos pais.
 
O IMC dos filhos adultos não é influenciado pelas doenças nos pais, sendo que o uso do IMC dos filhos evita os problemas inerentes em simplesmente relacionar o IMC dos pais com o seu risco de morte.
 
A equipa apurou que o uso do IMC dos filhos em vez do dos pais, revelou que o IMC baixo era pouco prejudicial e que os efeitos prejudiciais do IMC elevado eram superiores aos identificados em estudos convencionais. 
 
Os resultados sugerem que os estudos anteriores subestimaram, assim, os efeitos prejudicais do excesso de peso corporal que é realmente nocivo para a saúde, sendo que se deve manter o IMC recomendado pelos médicos de 18,5 a 25.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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