Efeitos prejudicais da fast-food dependem de uma proteína hepática

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

17 novembro 2015
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A fast-food, dieta com elevado teor de gordura e colesterol, tem sido associada a graves problemas de saúde, incluindo níveis de colesterol elevado e acumulação de placas de gordura nas artérias. O estudo publicado na revista “Cell Reports” identificou uma via no fígado, controlada pela proteína BAF60a, que contribui para estes efeitos negativos através da estimulação da bílis, que ajuda o organismo a absorver mais colesterol e outras gorduras dos alimentos.
 
Os investigadores da Universidade de Michigan, nos EUA, apuraram que os ratinhos que não expressavam a proteína BAF60a apresentavam níveis de colesterol 40% mais baixos, comparativamente com os ratinhos controlo. 
 
Os dois grupos de animais foram alimentados com uma dieta com elevado teor de gordura e açúcar para simular uma má dieta ocidental, cerca de 40% das calorias eram provenientes da gordura e os outros 40% do açúcar.
 
Já há muito que se sabia que a ingestão de alimentos ricos em colesterol estimulava a bílis, mas ainda não se tinha compreendido completamente como o organismo regula a produção da bílis pelo fígado e a absorção de gordura nos intestinos. 
 
A proteína BAF60a é mais uma peça da complexa maquinaria biológica ligando os sinais do consumo de alimentos e nutrientes aos programas genéticos que estão envolvidos na regulação do metabolismo do organismo. Através da realização de várias experiências os investigadores tentaram perceber como a eliminação desta proteína do fígado diminuía os níveis de colesterol.
 
O estudo apurou que os genes envolvidos na síntese de ácidos biliares foram os mais afetados pela ausência da BAF60a no fígado.
 
A bílis é produzida no fígado e eventualmente libertada nos intestinos, onde ajuda o organismo a absorver gordura. Ao utilizarem um colesterol marcado com uma substancia radioativa, os investigadores verificaram que os ratinhos geneticamente alterados absorviam o colesterol a uma taxa mais lenta do que os animais controlo. Observou-se que os animais também excretavam mais colesterol nas fezes.
 
Os investigadores constataram também que a desativação da BAF60a num modelo de ratinhos da aterosclerose protegei-os parcialmente da doença, diminuindo os níveis de colesterol em 30% e reduzindo significativamente a formação de lesões.
 
“Este estudo desvendou uma nova via no fígado que pode funcionar como alvo de abordagens terapêuticas capazes de diminuir os níveis de colesterol e reduzir o risco de aterosclerose”, concluiu, um dos autores do estudo, Jiandie Lin.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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