Efeitos da terapia cognitiva-comportamental no cérebro de doentes obsessivo-compulsivos

Estudo apresentado na revista “Molecular Psychiatry”

24 janeiro 2008
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Dados recolhidos por investigadores da University of California, em São Diego, EUA, e publicados esta semana do jornal “Molecular Psychiatry“, mostram a existência de transformações significativas no cérebro de pacientes com o Distúrbio Obsessivo Compulsivo em terapia cognitiva-comportamental diária há menos de quatro semanas.
 

 

Estudos anteriores tinham demonstrado que algumas actividades do cérebro associadas ao distúrbio diminuíam com a administração de inibidores de recaptação da serotonina (IRS) ou por terapia cognitiva-comportamental. No entanto, os efeitos clínicos só eram esperados após 12 semanas. Além disto, poucos trabalhos observaram pormenorizadamente como a terapia afectava as funções do cérebro, e todos os estudos preliminares examinaram os pacientes após o tratamento.
 

 

Nesta pesquisa, os investigadores observaram o cérebro dos pacientes através de Tomografia por Emissão de Positrões (PET), antes, durante e depois da terapia de quatro semanas.
 

A PET é um exame imagiológico da Medicina Nuclear que utiliza radionuclídeos.
 

 

Os resultados mostraram uma diminuição no metabolismo da glicose (uma forma de medir a actividade celular cerebral) nos lados direito e esquerdo do tálamo, área do cérebro associada ao distúrbio. Além disso, houve um aumento das actividades numa região responsável pela anulação e reavaliação das emoções negativas.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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