Efeitos da insuficiência cardíaca nas células podem ser revertidos

Estudo publicado no “European Journal of Heart Failure”

04 abril 2012
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As alterações estruturais nas células do músculo cardíaco que ocorrem após a insuficiência cardíaca podem ser revertidas com o repouso, dá conta um estudo publicado no “European Journal of Heart Failure”.

 

A insuficiência cardíaca, que afeta cerca de 750.00 indivíduos na Grã-Bretanha, ocorre quando o coração não é capaz de bombear eficazmente o sangue necessário, sendo comummente o resultado de um enfarte agudo do miocárdio. Por outro lado, a insuficiência cardíaca grave está associada a um risco de morte elevado no período de um ano, um prognóstico pior do que a maioria dos cancros, sendo assim necessário o desenvolvimento urgente de novos tratamentos para esta doença.

 

Os pacientes com insuficiência cardíaca em fase avançada utilizam, por vezes, um dispositivo de assistência ventricular esquerda (LVAD, sigla em inglês), que ajuda a aumentar a função cardíaca e reduzir a tensão no ventrículo esquerdo, a maior câmara do coração.

 

Em 2006, os investigadores do Imperial College of London demostraram que se o coração permanecesse em repouso, utilizando um LVAD por um período limitado, poderia ajudar na recuperação do músculo cardíaco.

 

Neste novo estudo, os investigadores estudaram as alterações que ocorrem nas células do músculo cardíaco durante a insuficiência cardíaca em ratinhos e analisaram se o efeito do repouso cardíaco poderia reverter estas alterações.

 

Para estudar o efeito do descanso os investigadores, liderados por Cesare Terracciano, transplantaram o coração de um ratinho com insuficiência noutro animal com um coração saudável. Assim o coração transplantado recebia sangue mas não tinha que bombear. Após o coração transplantado ter ficado em repouso, foram revertidas várias alterações na estrutura das células do músculo cardíaco.

 

"Esta foi a primeira vez que se demonstrou que a remodelação das células do músculo cardíaco, induzida pela insuficiência cardíaca, é reversível”, revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michael Ibrahim. ”Se conseguirmos descobrir os mecanismos moleculares responsáveis por estas alterações, vai ser possível induzir a recuperação, sem recorrer a procedimentos mais sérios, como o implante de um LVAD.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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