Efeitos da atividade física em tecidos afetados pela doença de Alzheimer

Estudo da Universidade do Porto

16 maio 2016
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Investigadores do Porto estão a realizar um estudo sobre os efeitos da atividade física, realizada de forma sistemática, na diminuição da sintomatologia e da neurodegenerescência de alguns tecidos afetados pela doença de Alzheimer e pelo envelhecimento.

 

O projeto denominado "Efeitos da atividade física ao longo da vida na disfunção cerebral - Relevância dos mecanismos mitocondriais na doença de Alzheimer e no Envelhecimento" foi iniciado em 2013, pelo Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP).
 

Um dos coordenadores do projeto, José Magalhães, revelou à agência Lusa que através dos "benefícios já reconhecidos do exercício físico noutros contextos da doença" pretendemos "perceber de que forma esta ferramenta não farmacológica pode também atenuar ou reverter algumas consequências deletérias associadas a esta patologia".
 

O estudo focou-se no papel do exercício na funcionalidade de "um organelo celular muito associado à produção de energia, mas que desempenha outras funções celulares, a mitocôndria", referiu um outro coordenador do projeto, António Ascensão.
 

O investigador explicou que a mitocôndria está "implicada na produção de espécies reativas de oxigénio e na sinalização celular. Por isso, pensa-se ter um papel fundamental nos mecanismos de adaptação induzidos pelo exercício físico em muitas patologias".
 

No estudo, os investigadores induziram em animais as condições que mimetizam a disfunção cognitiva associada a esta patologia, tendo imposto ou não a prática de exercício físico.
 

Posteriormente, foi fornecida uma panóplia de condições que permitiram aos investigadores analisar e comparar os diferentes resultados.
 

Deste modo, foi possível verificar em que medida as características comportamentais ou bioquímicas associadas à doença podem ser atenuadas ou revertidas pela prática regular de exercício físico, esclareceu o coordenador.
 

A prática de exercício físico, "ainda que mecanicamente centrada no musculosquelético, promove a libertação de um conjunto de proteínas e moléculas que a partir dele se espalham para todo o corpo, acabando por ter efeitos à distância e afetando positivamente um conjunto importante de órgãos", concluiu António Ascensão.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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