Efeitos benéficos do exercício são alterados com a idade

Estudo publicado na revista “Free Radical Biology and Medicine”

14 junho 2016
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Os jovens adultos beneficiam mais de uma sessão de treino físico do que os adultos mais velhos. O estudo publicado na revista “Free Radical Biology and Medicine” sugere que a idade pode desempenhar um papel importante na capacidade de as células responderem à atividade física.
 

Para o estudo, os investigadores da Universidade do Norte do Arizona, nos EUA, contaram com a participação de um grupo de homens jovens, entre os 18 e os 30 anos, e um outro grupo mais velho com mais de 55 anos de idade.
 

Os participantes eram geralmente saudáveis, não fumadores, não tomavam suplementos multivitamínicos em excesso e não utilizaram anti-inflamatórios não esteroides nas duas semanas que antecederam o estudo.
 

Os participantes foram convidados a pedalar durante 30 minutos, tendo sido retiradas amostras de sangue em seis momentos distintos para medição da função celular e resposta antioxidante. A intensidade do exercício foi realizada de acordo com a idade do indivíduo e a capacidade aeróbica máxima foi determinada durante um rastreio.
 

Na opinião de Tinna Traustadóttir, a líder do estudo, os resultados sugerem que a resposta antioxidante de um indivíduo fica suprimida com a idade. “O exercício é eficaz e importante para as pessoas de qualquer idade, mas este estudo mostra que os adultos mais velhos não atingem as mesmas respostas celulares benéficas que os jovens adultos a partir de uma única sessão de exercício moderado”, referiu a investigadora.
 

Os resultados indicam que uma única sessão de exercício aeróbico submáximo é suficiente para ativar um grupo importante de genes antioxidantes ao nível celular tanto em adultos jovens como mais velhos. No entanto, a importação nuclear do Nrf2, o regulador deste grupo de genes antioxidantes, é afetado com o envelhecimento. A importação nuclear é necessária para que o Nrf2 tenha acesso aos genes antioxidantes alvos. O estudo demonstrou, pela primeira vez, que há um enfraquecimento da atividade do Nrf2 em resposta aos exercícios praticados pelos adultos mais velhos.
 

Os autores do estudo concluem que, com base numa melhor compreensão dos sinais moleculares que promovem efeitos benéficos do exercício, poderão ser dadas recomendações com o intuito de melhorar a reação do organismo ao stress oxidativo, o que poderá reduzir o risco de muitas doenças crónicas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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