Efeitos adversos aos medicamentos: campanha incentiva participação

Iniciativa do Infarmed

09 novembro 2016
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A participação das reações adversas aos medicamentos um comportamento que tem vindo a aumentar, mas que ainda é muito reduzido em Portugal, está ser incentivada pelo Infarmed.
 

A campanha de sensibilização, que decorre até ao dia 11 de novembro nas redes sociais, tem como objetivo estimular a notificação de suspeitas de reações adversas junto dos profissionais de saúde e nas plataformas destinadas ao efeito, como a do Infarmed, e destina-se sobretudo aos utentes.
 

Esta campanha também estará disponível nas plataformas das instituições do Serviço Nacional de Saúde e está integrada numa semana de sensibilização ao nível da União Europeia.
 

O Infarmed referiu à agência Lusa que “os medicamentos têm o potencial de tratar mas também comportam riscos” e apesar de os medicamentos autorizados e comercializados “serem seguros e eficazes, podem surgir reações adversas”.
 

“Importa assim assegurar que os riscos associados à toma de medicamentos sejam compreendidos pelos doentes e comunicados aos profissionais de saúde”, alerta.
 

Após ser feito esse alerta, as entidades reguladoras tomam em consideração essa notificação, como forma de garantir a sua segurança.
 

“Infelizmente, todos os países se deparam com a subnotificação, razão pela qual esta campanha é importante, tanto para sensibilizar a população e os profissionais de saúde como para dar mais consistência à informação, capaz de gerar mais e melhor conhecimento”, acrescenta o Infarmed.
 

Contudo, tem-se verificado um ligeiro aumento das notificações em Portugal nos últimos anos. Em 2012 houve um total de 3.104 notificações, 16 (0,5%) das quais partiram de utentes, em 2013 aquele número subiu para 4.618, 175 (3,8%) de utentes.
 

Em 2014 e 2015, chegaram às autoridades, respetivamente, 4.618 e 5.690 notificações, das quais 175 e 215 de utentes, que representam, em ambos os casos, 3,8% do total de notificações.
 

Segundo dados do Infarmed, este ano, até 30 de setembro, foram notificadas 3.821 suspeitas de reações adversas, 251 das quais feitas por utentes. Este número de notificações feitas por utentes nos primeiros nove meses do ano já ultrapassou o total do ano anterior, representando um peso de 6,5% no total das notificações.

 

A campanha em curso centra-se numa animação – que pretende ilustrar o percurso dos doentes com suspeitas de reações adversas – que começa com uma toma de um medicamento, a que se segue uma reação adversa, e termina a mostrar como as notificações feitas por doentes ou por profissionais de saúde junto da entidade reguladora irão beneficiar os pacientes no futuro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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