Efeito dos nutrientes no cérebro

Estudo publicado na “Nature Methods”

20 novembro 2013
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Uma equipa de investigadores, que integra um português, descobriu uma nova forma de estudar os efeitos que cada nutriente tem no cérebro e no comportamento, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Methods”.
 

O estudo, fruto da colaboração da Fundação Champalimaud (Portugal), da Universidade College London, do King’s College London, da Universidade do Michigan e do Instituto Max Planck estabelece uma forma de controlar a composição nutricional da comida ingerida pela mosca da fruta.
 

Em declarações à agência Lusa, o investigador Carlos Ribeiro explicou que o estudo vem permitir perceber como é que as alterações nos níveis de determinados nutrientes podem resultar em alterações no cérebro e no comportamento deste organismo.
 

“A comida que consumimos afeta todos os aspetos da nossa vida, incluindo o envelhecimento, a fertilidade, a esperança de vida, o estado mental e o comportamento”, refere o especialista, que indica que este novo método permite estudar cada nutriente, de forma isolada, e a forma como cada um afeta os vários aspetos da vida.
 

Ao nível molecular, a composição da comida é de uma complexidade que torna difícil compreender quais são os nutrientes capazes de afetar o bem-estar. “Se quisermos saber porque nos sentimos mais leves quando comemos um vegetal do que um bife, é muito difícil saber o que, no bife, faz a diferença”, exemplificou.
 

Os investigadores criaram uma comida artificial, que tem a mesma qualidade do que a comida normal para as moscas. Sendo artificial, é possível retirar os componentes desejados para saber como influenciam o comportamento. Esta comida artificial permite ainda que os vários investigadores cujo o modelo é a mosca da fruta possam usar a mesma formulação, em vez de dietas diferentes.
 

“Analisámos o efeito que essa dieta tem no comportamento. Quando se tiram as proteínas, o comportamento muda completamente, por exemplo”, indicou Carlos Ribeiro, adiantando que outras equipas de investigação estão a estudar o efeito dos nutrientes na longevidade ou nas células estaminais.
    

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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