Eczema tratado com medicamento para a artrite

Estudo publicado no “Journal of the American Academy of Dermatology”

05 agosto 2015
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Um medicamento habitualmente usado para a artrite reumatoide foi testado com sucesso no tratamento de pacientes com eczema de grau moderado a severo. Esta medicação havia já sido utilizada com sucesso na reversão dos efeitos de dois outros problemas de pele graves: vitiligo e alopecia areata
 
O eczema, ou dermatite atópica, é uma condição crónica que provoca muito prurido, assim como vermelhidão e espessamento da pele. Além de afetar o sono, esta doença condiciona ainda a própria qualidade de vida dos pacientes. 
 
Os tratamentos mais comuns para este problema consistem em medicação oral ou cremes à base de esteroides. Contudo, a terapêutica utilizada atualmente não consegue, em muitos casos, aliviar os sintomas em pacientes com eczema moderado ou severo.
 
Cientistas da Escola de Medicina de Yale, nos EUA, liderados por Brett King, tomando por base os modelos científicos mais recentes acerca da biologia do eczema, testaram se o citrato de tofacitinibe, um medicamento usado para tratar a artrite reumatoide, seria capaz de interromper a resposta imunológica que dá origem ao eczema.
 
Para isso, King e seus colegas testaram o citrato de tofacitinibe em seis pacientes com eczema de grau moderado a severo que tinham experimentado a terapêutica tradicional, mas sem sucesso.
 
Os resultados do tratamento com esse medicamento revelaram uma redução significativa do prurido e o melhoramento do sono, além de uma redução da vermelhidão e do espessamento da pele.
 
“Estes indivíduos ficaram não só muito contentes com os resultados, como também expressaram um tremendo alívio por se sentirem bem com a sua pele pela primeira vez em vários anos”, explicou King.
 
Brett King e colegas da Universidade de Yale haviam já demonstrado a capacidade do citrato de tofacitinibe de fazer crescer novamente cabelo em pacientes com uma forma de perda de cabelo denominada alopecia areata. Os mesmos cientistas haviam também já relatado que o mesmo medicamento tinha apresentado resultados positivos no tratamento de um paciente com vitiligo.
 
Na opinião dos investigadores, este estudo abre novas perspetivas para o tratamento do eczema, para o qual não existe, até ao momento, qualquer terapia direcionada.
 
No entanto, não deixam de salientar a necessidade de uma investigação mais aprofundada para confirmar a eficácia do tratamento a longo prazo, assim como a segurança do mesmo para os pacientes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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