Eczema e o desenvolvimento de alergias alimentares

Estudo publicado no “Journal of Investigative Dermatology”

23 julho 2013
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A quebra da barreira da pele e a inflamação presente no eczema poderão ter um papel importante no desenvolvimento das alergias alimentares nos bebés, dá conta o artigo publicado no “Journal of Investigative Dermatology”.
 

Neste estudo os investigadores do King's College London e da Universidade de Dundee, no Reino Unido, contaram com a participação de 600 bebés com três meses de idade, os quais eram exclusivamente alimentados com leite materno. A pele dos bebés foi analisada no sentido de avaliar a sua capacidade de retenção de água, tendo também sido feito o rastreio de genes associados ao eczema. Foram ainda realizados testes para determinar se os bebés eram também sensíveis aos seis alergénios alimentares mais comuns.
 

O estudo apurou que a clara do ovo era o alergénio mais comum, seguido pelo leite de vaca e amendoim. Foi verificado que no caso de os bebés terem a função da barreira da pele danificada, especialmente se tivessem também eczema, tinham um risco seis vezes maior de sensibilidade a determinados tipos de alimentos, comparativamente com as crianças saudáveis.
 

Uma vez que as crianças envolvidas no estudo tinham sido exclusivamente alimentadas com leite materno e não tinham portanto ingerido alimentos sólidos, os resultados sugerem que as células imunitárias ativas na pele, em vez das encontradas no intestino, podem ter um papel importante na sensibilização aos alimentos.
 

De acordo com os investigadores, a quebra da barreira da pele possibilita o contacto entre as células imunes persentes na pele e os alergénios ambientais, neste caso proteínas alimentares, que despoleta uma resposta imune alérgica.
 

“Pensava-se que estas alergias eram despoletadas de dentro para fora, mas este estudo demostrou que, em algumas crianças, estas podem ser despoletadas de fora para dentro, via pele”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Carsten Flohr.
 

Na opinião dos autores do estudo se for possível reparar a barreira da pele e impedir eficazmente o eczema, poderá ser possível reduzir o risco do desenvolvimento de alergias alimentares.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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