Eczema: cura pode estar mais próxima

Estudo publicado “Letters in Applied Microbiology”

29 novembro 2011
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Cientistas suecos descobriram uma forma de eliminar uma das estirpes de levedura que estão associadas ao aparecimento de certas doenças inflamatórias da pele, como é o caso do eczema, sugere um estudo publicado na “Letters in Applied Microbiology”.
 

Vinte por cento das crianças do Reino Unido sofre de eczema atópico que, habitualmente desaparece durante a adolescência. Contudo, 7% dos adultos continuam a sofrer desta condição ao longo da sua vida. Adicionalmente a prevalência deste tipo de eczema, que é caracterizado por pele seca, prurido que por vezes é acentuado durante a noite e lesões eritematosas (vermelhas), descamativas ou exsudativas, está a aumentar. Apesar de ainda não se saber a causa do eczema, um dos factores desencadeadores é a presença da levedura Malassezia sympodialis.
 

Esta estirpe de levedura coloniza habitualmente a pele dos indivíduos saudáveis e daqueles que sofrem de eczema. Como a barreira da pele é mais frágil e encontra-se mais propensa a “quebrar” em indivíduos com eczema tópico, a levedura irá causar infecção e, consequentemente, exacerbar esta condição.
 

Neste estudo, os investigadores do Karolinska Institute, na Suécia, investigaram uma forma de matar a Malassezia sympodialis sem danificar a pele. Para tal, analisaram o efeito de 21 peptídeos na inibição do crescimento da Malassezia sympodialis. Os peptídeos testados tinham a capacidade de penetrar nas células, assim como apresentavam propriedades antimicrobianas.
 

Os investigadores liderados por Tina Holm adicionaram estes peptídeos para separar colónias de Malassezia sympodialis e avaliaram a sua actividade antifúngica. Adicionalmente testaram estes peptídeos em células de pele humana ou queratinócitos para verificar se estes causavam algum dano.
 

Os investigadores constataram que, seis dos 21 peptídeos (5 peptídeos eram antimicrobainos e 6 tinham capacidade de atravessar as células) mataram com sucesso a levedura, sem causar danos nas membranas dos queratinócitos.
 

Em comunicado enviado à imprensa Tina Holm revelou que “ainda existem muitas questões que necessitam de ser resolvidas antes da utilização deste peptídeos nos seres humanos. No entanto, o facto de estes serem tóxico para as leveduras, a baixas concentrações, e não serem prejudiciais para as células humanas torna-os agentes antifúngicos muito promissores.”
 

“Esperamos que, no futuro, estes peptídeos possam ser utilizados para aliviar os sintomas dos pacientes que sofrem de eczema atópico e para aumentar significativamente a sua qualidade de vida”, conclui a investigadora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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