Ébola: plataforma de resposta à doença

Informação da Direção-Geral da Saúde

20 outubro 2014
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Portugal tem, desde a semana passada, uma plataforma de resposta à doença por vírus Ébola, uma espécie de gabinete de crise com uma cadeia de comando, hierarquias e competência definidas, segundo informação da Direção-Geral da Saúde.
 

De acordo com um comunicado emitido após a reunião do Conselho Nacional de Saúde Pública, foi aprovada a plataforma da resposta a doença por vírus ébola, que é “uma linha de comando e hierarquia claramente definida”, mas que pode ir sendo adaptada à evolução da situação da doença.
 

“Dada a probabilidade de importação de casos e a probabilidade de ocorrência de casos secundários, importa estabelecer uma estrutura que coordene a resposta à doença por vírus do Ébola, a fim de serem desenvolvidas as medidas necessárias para contenção do vírus e para a resposta a uma eventual situação de contágio em território nacional”, refere o documento ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

No documento que estabelece a plataforma define-se um dispositivo de coordenação, uma estrutura executiva e núcleos transversais. A coordenação está a cargo do diretor-geral da Saúde e dos presidentes do INEM, da Autoridade do Medicamento, do Instituto Nacional de Saúde (INSA) e das administrações regionais de saúde. A plataforma vai incluir ainda, como observadores, representantes das regiões autónomas, das Forças Armadas e da Direção-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas.
 

A estrutura executiva da plataforma tem também responsáveis atribuídos, bem como os vários eixos que a compõem e que estão definidos como: de avaliação de risco, de prevenção e controlo, de comunicação e de avaliação. O eixo de avaliação do risco pesquisa informação, atuando como ponto focal das redes de alerta internacionais.
 

Na plataforma ficam ainda definidos os responsáveis pela gestão de doentes, pela formação e treino de profissionais e pela gestão de contactos.

Foi também criado um comité de biossegurança, coordenado por uma profissional do INSA, que deve elaborar informações e orientações em áreas como transporte de casos suspeitos validados, gestão do doente internado (do ponto de vista da biossegurança), procedimentos perante um óbito, vigilância de contactos e equipamentos de proteção individual.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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