Ébola: países estudam o melhor momento para obter soro da paciente espanhola

Soro pode ajudar a tratar outros infetados

22 outubro 2014
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São já vários os países que estão a estudar qual o melhor momento para obter o soro da auxiliar de enfermagem espanhola, que tinha sido infetada com o vírus do Ébola e cujos testes deram negativos.
 

O facto de o quarto teste dado negativo significa que o seu organismo foi capaz de produzir anticorpos e conseguiu erradicar o vírus do Ébola. Assim, o soro do seu plasma pode ser útil para tratar outros doentes infetados.

 

“Está a ser determinado em vários países quando é o momento ótimo para obter o soro, já que estes soros vão melhorando com o tempo, uma vez que aumenta a atividade contra o vírus e a sua capacidade neutralizante”, explicou o professor de Investigação do Conselho Superior de Investigações e membro do comité especial do Governo espanhol para a crise do Ébola, Luis Enjuanes.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o soro de sobreviventes do vírus do Ébola tem sido utilizado no tratamento de Teresa Romero, algo que, segundo Fernando Simón, diretor do Centro de Alertas e Emergências do Ministério de Saúde, é o que tem registado mais êxito.
 

“Há vários fármacos experimentais. Fala-se muito do Zmapp, mas os fármacos experimentais não mostraram, até agora, qualquer eficácia constatável, porque é difícil poder avaliá-la na forma em que se administra e, segundo, porque a única coisa que parece estar a ter algum efeito é o soro de um convalescente”, disse.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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