Ébola: novo alvo terapêutico identificado

Estudo publicado na revista “Protein Science”

10 outubro 2014
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Investigadores americanos identificaram um novo alvo terapêutico para o tratamento da infeção por Ébola, dá conta um estudo publicado na revista “Protein Science”.
 

Os investigadores da Universidade de Utah, nos EUA, desenvolveram uma molécula, denominada peptídeo mímico, que contem uma região do vírus funcionalmente importante e que está conservada em todas as estirpes do Ébola. Esta região proteica controla a entrada do vírus nas células hospedeiras humanas, iniciando assim a infeção.
 

O estudo demonstrou que este alvo peptídico pode ser utilizado para o rastreio de novos e potenciais fármacos, permitindo uma rápida identificação de novos medicamentos a partir de milhares de milhões de possíveis candidatos.
 

Os atuais fármacos experimentais apenas têm por alvo uma das cinco estirpes do vírus. “A crescente epidemia atual indica que há necessidade de terapias de largo espetro contra o ébola. Na verdade, os dados até agora obtidos sobre a sequência do Ébola demonstram que o genoma do vírus sofre alterações rápidas, enquanto a nossa sequência alvo permanece inalterada. Deste modo, o nosso alvo terapêutico permitirá a descoberta de fármacos com o potencial de tratar qualquer futura epidemia, mesmo no caso de aparecem novas estirpes do vírus”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Tracy R. Clinton.
 

O Ébola é um vírus letal, com uma taxa de mortalidade que varia entre 50 a 90 %. Existem cinco estirpes conhecidas do vírus. Nos últimos anos têm ocorrido surtos com uma maior frequência. Na verdade o atual surto, sem precedentes e de rápida expansão, está ser disseminado por vários países da África Ocidental tendo esta semana atingido a Europa.
 

Assim, há, a nível da saúde mundial, a necessidade urgente de desenvolver um agente eficaz contra o vírus de forma a combater os surtos naturais e potenciais atos de bioterrorismo. Apesar de ainda não haver tratamento aprovado, há vários fármacos experimentais que estão a avançar rapidamente para ensaios clínicos, de forma a tentar conter a atual epidemia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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