Ébola chega à Europa

Espanha era o 19º país com maior risco de contágio

08 outubro 2014
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Na passa segunda-feira foi confirmado o primeiro caso de contágio de Ébola na Europa, mais precisamente em Espanha, que era considerado o 19º país com maior risco de contágio, segundo um estudo recente.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, o estudo realizado pela Universidade de Lancaster, no Reino Unido, que aplicou vários critérios como padrões de deslocações da população e ritmo de contágio, considerava que seis outros países europeus tinham maior risco: França, Reino Unido, Bélgica, Alemanha e Suíça. O risco de contágio em Espanha era de 14%.
 

As autoridades sanitárias espanholas confirmaram que o primeiro caso de contágio na Europa ocorreu em Madrid, numa auxiliar de enfermagem que atendeu a segunda vítima mortal da doença, o missionário Manuel Garcia Viejo.

 

O missionário morreu em Madrid, no Hospital Carlos III, no passado dia 25 de Setembro. Uma das auxiliares de enfermagem que trabalhou no seu caso deslocou-se, na passada segunda-feira, ao Hospital de Alarcon com febre e outros sintomas. As duas análises realizadas confirmaram o contágio com Ébola, tendo sido já ativado o protocolo de segurança previsto para situações deste tipo.
 

No hospital Carlos III entraram dois casos de Ébola, dos missionários Miguel Pajares e Manuel García Viejo, repatriados de África onde contraíram a doença e que acabaram por morrer em Madrid.
 

Os especialistas recordam que o vírus de Ébola tem um período de incubação de entre dois e 21 dias. Na primeira fase da doença os sintomas incluem dor de cabeça, febre, dor de garganta, dor muscular e debilidade intensa. A segunda fase inclui sintomas como vómitos, disfunção hepática e renal, hemorragias internas e externas, e diarreia.
 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a mortalidade do atual vírus é de cerca de 54%. O contágio entre humanos ocorre por contacto direto com órgãos, secreções ou sangue, com o vírus a entrar através de mucosas ou pequenas feridas na pele.
 

Perante esta situação de contágio na Espanha, a Direção Geral de Saúde está a analisar a necessidade de aumentar a exigência das regras de segurança nos hospitais portugueses. “Estamos a rever, com especialistas portugueses, as normas que foram emitidas em Portugal”, avançou à agência Lusa o diretor-geral de Saúde, Francisco George.
 

“Não sabemos se [essas normas] terão de ser ou não alteradas no sentido da maior exigência – se é que é possível maior exigência – em relação sobretudo à frente hospitalar”, acrescentou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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