Ébola: centros de saúde vão reforçar formação

Alerta da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública

31 outubro 2014
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A resposta de combate ao Ébola a nível local precisa de ser melhorada, com espaços de isolamento de doentes em centros de saúde e formação e treino de profissionais de saúde, alertou a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP).
 

A ANMSP referiu, em conferência de imprensa, que uma situação epidemiológica é altamente improvável em Portugal e que a as condições de resposta à doença “a nível central estão reunidas”.
 

“No que respeita à resposta a nível local, na qual “os médicos de saúde pública têm um papel central”, está a ser “reforçada a preparação” de meios, de equipamentos e de profissionais.
 

“Se houver uma situação epidemiológica é a nível local que se joga o combate. As condições a nível central estão reunidas, mas a nível local é preciso melhorar a rede, é uma das medidas que é necessário aprofundar e melhorar. Localmente, estamos a formar pessoal para criar planos de contingência locais”, disse o dirigente da ANMSP, Mário Durval.
 

Fátima Dias, da direção da ANMSP, lembrou que, apesar de estar previsto o encaminhamento de todos os casos suspeitos para as unidades de referência, é preciso acautelar a eventualidade de alguém menos informado se dirigir a um centro de saúde.
 

Assim, estas unidades de saúde terão afixado à entrada um cartaz alertando quem tenha estado num dos países afetados pela epidemia há menos de 21 dias e apresente sintomas para que se dirija a um espaço específico a indicar pela respetiva unidade de saúde.
 

Estes espaços ainda estão a ser preparados nos centros de saúde, tratando-se de uma qualquer divisão o mais próximo da entrada possível, facilmente lavável, com o mínimo de equipamento possível, onde o doente deve permanecer até à chegada do INEM, que o transportará para um dos centros de referência.
 

Quanto à formação, os profissionais já têm alguma formação, que foi obtida antes da gripe A. “Agora vamos proceder à formação em cascata. É formação, formação, treino, treino”, salientou.
 

No entanto, os médicos esclareceram que o contágio do Ébola não é fácil, só sendo transmissível através de contacto direto com fluídos, que não incluem o suor nem a saliva, e após o início dos “sintomas específicos”, tais como vómitos e diarreias.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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