É urgente acelerar a luta contra a sida

5.000 Investigadores de 125 países debatem doença do século no Rio de Janeiro

26 julho 2005
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A terceira conferência da International AIDS Society (IAS), que teve lugar no Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 24 e 27 de Julho, juntou cerca de 5.000 cientistas e investigadores de 125 países que chegaram a duas conclusões importantes. A primeira é que se deve fazer um maior esforço para transferir as descobertas científicas sobre o HIV à prática e a segunda destaca a grave falta de fundos para combater a doença.Esta conferência sobre a SIDA, organizada pela Universidade do Rio de Janeiro e pela Sociedade Brasileira de Infectologia, é considerada a conferência científica mais importante do ano sobre a doença. Logo durante os primeiros debates os participantes vincaram a mensagem clara de que é necessário acelerar a resposta que se dá à SIDA.Um dos responsáveis pela conferência, Celso Ramos, afirmou que “a SIDA é uma epidemia em evolução que se está a tornar cada vez mais severa. A resposta global tem que ser tão dinâmica como a própria doença. É vital que investigadores e responsáveis políticos apliquem o que estamos a descobrir para salvar vidas e prevenir novas infecções”.Principalmente nos países pobres, é muito urgente fazer intervenções mais efectivas, definir políticas de prevenção e transferir o mais rapidamente possível as descobertas científicas, insistiram os participantes na conferência do Rio de Janeiro. “É importante aproximar a investigação da prática pois o HIV é um vírus de rápida evolução e devemos manter-nos à frente”, afirmou o Director Executivo da IAS, Craig McClure.Por seu lado, a presidente do IAS, Helene Gays, foi mais longe e acrescentou que “os conhecimentos científicos, por si só, não dão para combater a epidemia da SIDA, é necessário que os líderes políticos mundiais criem condições para a aplicação das descobertas”. Descobrem-se diariamente mais 14.000 novos casos de HIV, dos quais 95% são registados em países em vias de desenvolvimento. Quase 2.000 vítimas são crianças ou menores de 15 anos. Fonte: El Mundo / Efe

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