É tratado com justiça no trabalho?

Estudo relaciona tratamento com baixa médica

21 janeiro 2003
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Os trabalhadores que não possuem controlo sobre o trabalho que executam, bem como aqueles que recebem tratamento injusto por parte dos chefes ou colegas de trabalho estão mais expostos a sofrer de doenças que os conduzem a baixa médica, refere um novo estudo feito na Finlândia.
 

 

Este é o primeiro estudo destinado a avaliar a relação entre saúde e tratamento laborar, segundo a principal autora do estudo, Mika Kivimaki, da Universidade de Helsínquia.
 

 

Muitos outros estudos já tinham relacionado aspectos como controlo do trabalho, quantidade de trabalho e apoio social no que diz respeito à saúde dos empregados. Mas, alguns cientistas questionavam-se ainda sobre como outros factores, caso existissem, pudessem afectar a saúde do trabalhador.
 

 

Para investigar o papel da «justiça organizativa» na saúde dos empregados, Kivimaki e a sua equipa estudaram um grupo de 3.773 homens e mulheres que trabalham em dez hospitais diferentes.
 

 

A equipa analisou e avaliou dados sobre baixas por doença, sondagens sobre saúde mental e questionários que avaliavam a opinião dos trabalhadores sobre justiça organizativa nos seus lugares de trabalho.
 

 

Os trabalhadores informaram, por exemplo, até que ponto participavam no processo de decisão de una forma consequente, imparcial e ética, o qual foi denominado por justiça de procedimento, e se eram tratados de forma educada e considerados pelos seus supervisores, o qual foi denominado por justiça relacional.
 

 

Depois de terem em conta factores como estilo de vida, os autores chegaram à conclusão que os trabalhadores do sexo masculino que se queixaram de graus baixos de justiça de procedimento no trabalho foram 41 por cento mais propensos, e as mulheres cerca de 12 por cento mais propensas a entrar em baixa por doença.
 

 

Em relação a como os empregados eram tratados ao nível interpessoal, os baixos níveis de justiça relacional ligaram-se ao aumento de baixa por doença em 30 por cento dos homens e 20 por cento nas mulheres, segundo os resultados do estudo.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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