É possível reduzir para metade as mortes por doença cardiovascular
18 outubro 2002
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Mais de metade das mortes e das incapacidades provocadas pelas doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais podem ser evitadas através de medidas simples e pouco dispendiosas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
 

 

Acções nacionais para reduzir os principais factores de risco, como a hipertensão, o excesso de colesterol, a obesidade e o tabagismo, poderiam diminuir em mais de 50 por cento as consequências das doenças cardiovasculares, responsáveis por mais de 12 milhões de mortes por ano em todo o mundo, destaca a OMS.
 

 

Além disso, sublinha, estes resultados poderiam ser conseguidos nos cinco anos seguintes à instauração das medidas, uma vez que a evolução deste tipo de doenças é fácil de interromper.
 

 

No entanto, se não forem tomadas medidas e se mantiver a tendência actual neste domínio, as doenças cardiovasculares serão responsáveis pela perda de 25 por cento dos anos de vida saudável em 2020.
 

 

Estes dados resultam da primeira análise mundial do peso da morbilidade (relação entre os casos de doença e o número de habitantes de um aglomerado populacional) imputável aos principais riscos das doenças cardiovasculares: hipertensão, excesso de colesterol, tabagismo, obesidade, sedentarismo e consumo insuficiente de frutas e legumes.
 

 

Os resultados completos desta análise serão publicados no "Relatório sobre a Saúde no Mundo em 2002", que será divulgado a 30 de Outubro.
 

 

Uma das principais conclusões desta análise é que a hipertensão é, por si só, responsável por cerca de metade das doenças cardiovasculares no mundo e o colesterol por um terço.
 

 

Assim, a OMS estima que a hipertensão e o excesso de colesterol provoquem cerca de 9 milhões de mortes e respondam pela perda de 75 milhões de anos de vida saudável por ano.
 

 

No total, 10 a 30 por cento dos adultos sofrem de hipertensão, mas entre 50 a 60 por cento seriam mais saudáveis com uma tensão menos elevada, uma situação semelhante no caso do colesterol.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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