É possível colocar de imediato coroas e pontes fixas sobre os implantes

Estudo internacional liderado por investigadores portugueses

10 agosto 2011
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Um estudo internacional liderado por investigadores de medicina dentária da Universidade de Coimbra demonstrou a viabilidade de uma solução protésica para substituir os dentes pré-molares e molares, permitindo a recuperação imediata da função mastigatória após a cirurgia. O estudo será publicado no “Clinical Implant Dentristry and Related Research”.

 

O estudo, desenvolvido ao longo de três anos em 20 centros de vários continentes (e que envolveu o tratamento de 266 doentes), concluiu que, em determinadas condições, é possível colocar, de imediato, as coroas ou pontes fixas sobre os implantes, sem ser preciso esperar pelos habituais três a quatro meses necessários para a cicatrização do osso nesta região dos maxilares. “A inovação é a possibilidade de colocação imediata de coroas ou pontes fixas sobre estes implantes, que têm uma superfície específica, tratada, apresentando um elevado índice de sobrevivência aos três anos (97%), nesta região dos maxilares”, explicou à agência Lusa Fernando Guerra, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

 

Este estudo "vem demonstrar a viabilidade da colocação imediata de próteses dentárias (coroas ou pontes fixas) no momento da colocação no osso dos implantes dentários em doentes parcialmente desdentados na região posterior dos maxilares, ou seja, em pessoas que têm perda de alguns dos seus dentes na região dos dentes pré-molares e molares, mediante determinadas condições”, é referido numa nota acerca da investigação.

 

Até aqui o padrão era esperar entre três a quatro meses antes de colocar as coroas ou pontes fixas, dado ser necessário um período de cicatrização “devido à geralmente má qualidade óssea nesta região e às elevadas cargas mastigatórias neste sector, que perturbariam a cicatrização, impedindo a criação de uma íntima interface osso-implante”, adiantaram os médicos dentistas, citados pela Lusa.

 

A superfície tratada destes implantes, uma solução que foi testada em 42 casos em Coimbra, permite reduzir este tempo de cicatrização.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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