É agora possível distinguir entre cancro da próstata fatal e “gerível”

Estudo publicado na revista “British Journal of Cancer”

22 outubro 2018
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Uma equipa de investigadores conseguiu descobrir um método de distinguir entre o cancro da próstata fatal e “gerível”.
 
No âmbito do estudo efetuado pelos investigadores da Universidade de York, Reino Unido, e Universidade de British Columbia, Canadá, foi concebido um teste que consegue identificar os cancros da próstata que são potencialmente fatais, com uma precisão de 92%.
 
Segundo a equipa, o estudo demonstrou que o teste poderá fazer reduzir cirurgias e radioterapia desnecessárias. Por cada vida salva, 25 homens são tratados desnecessariamente.
 
Além das consequências físicas para os pacientes e famílias, as intervenções cirúrgicas são extremamente dispendiosas para os sistemas de saúde. 
 
“Os cancros que estão limitados à área da próstata têm, no entanto, o potencial de serem ativamente monitorizados, o que não só é mais barato, mas tem menos efeitos secundários negativos em pacientes com cancro não fatal”, disse Norman Maitland, investigador neste estudo. 
 
Sabe-se, atualmente, que para encontrar os diferentes níveis de cancro, os cientistas têm que identificar genes que tenham sido alterados em diferentes tipos de cancro. Para a sua investigação, a equipa analisou mais de 500 amostras de tecido cancerígeno e comparou-as com tecido não cancerígeno.
 
Os investigadores procuraram isolar os padrões genéticos que tornam cada indivíduo único, de forma a ficarem apenas com os padrões que indicavam cancro. Com a ajuda de um algoritmo computacional, a equipa conseguiu obter 17 marcadores genéticos possíveis para o cancro da próstata. 
 
“Ao usarmos esta análise computacional, conseguimos não só ver quais das amostras de tecido tinham cancro e quais não tinham, mas também que cancros eram perigosos e quais o eram menos”, explicou Davide Pellacani, investigador neste estudo.
 
“De quase um milhão de marcadores estudados, conseguimos usar novos instrumentos para isolarmos as diferenças na potência do cancro”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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