Droga no trabalho leva à discriminação
02 maio 2002
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A atitude dominante do patronato português em relação à toxicodependência no trabalho é discriminatória, afirmou ontem o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses Intersindical (CGTP-IN), Manuel Carvalho da Silva, no seminário europeu "Toxicodependências em meio laboral", que hoje termina em Lisboa.
 

O sindicalista referiu que as empresas discriminam toxicodependentes no acesso aos postos de trabalho e, quando detectam uma situação deste tipo entre os seus funcionários, procuram desembaraçar-se da pessoa em causa. A actuação disciplinar é o desfecho mais comum.
 

 

Não é por isso de estranhar que os responsáveis das empresas portuguesas contactados pela CGTP tenham considerado o projecto europeu Euridice - vocacionado para a prevenção da toxicodependência em meio laboral - "importante", mas nenhuma se mostrou disponível para a sua concretização. Assim, em Portugal apenas a Câmara Municipal do Seixal aderiu, em 2000. Num questionário feito aos seus trabalhadores (responderam 385 num universo de 1412), 89 por cento considerou que para ajudar os trabalhadores com problemas de dependência de álcool, drogas ou medicamentos são necessários programas de apoio específicos nas empresas.
 

 

Veja mais no: Público
 

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