Dormir pouco ou muito aumenta o risco de diabetes nos homens

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

04 julho 2016
  |  Partilhar:

Os homens que dormem poucas ou muitas horas podem ter um maior risco de desenvolver diabetes, sugere um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

Segundo um dos autores do estudo, Femke Rutters, ao longo dos últimos 50 anos, a duração média do sono diminui cerca de uma hora e meia a duas horas. A prevalência da diabetes duplicou no mesmo período de tempo.
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 788 indivíduos saudáveis com idades compreendidas entre os 30 e os 60 anos e oriundos de 14 países europeus. Foram avaliadas as horas de sono diárias dos participantes e os níveis de atividade física foram avaliados através de um acelerómetro. Para a avaliação do risco de diabetes, foi utilizado um dispositivo denominado por clamp euglicémico hiperinsulinémico para medir quão eficazmente o organismo utiliza a hormona insulina, que processa a glucose na corrente sanguínea.
 

O estudo apurou que os homens que dormiram poucas ou muitas horas eram mais propensos a ter uma capacidade do processamento da glucose afetada, comparativamente com os homens que dormiam cerca de sete horas. Os homens nos dois extremos do espetro apresentavam níveis mais elevados de glucose no sangue, comparativamente com aqueles que dormiam cerca de sete horas.
 

Por outro lado, os investigadores verificaram que as mulheres que dormiram menos ou mais horas que a média eram mais sensíveis à insulina, comparativamente com as que dormiam cerca de sete horas. Verificou-se que estas mulheres apresentavam também uma função aumentada das células beta, as células do pâncreas que produzem a hormona insulina. Estes resultados sugerem que a perda de sono não afeta o risco de as mulheres desenvolverem diabetes.
 

Este estudo demonstrou, pela primeira vez, que há efeitos opostos da perda de sono no risco de desenvolvimento da diabetes nos homens e nas mulheres. Na opinião dos investigadores isto pode ser resultante da população do estudo ser constituída por indivíduos saudáveis e não por aqueles em risco de desenvolvimento de diabetes.
 

“Mesmo quando se é saudável, dormir muito pouco ou muito pode ter efeitos prejudiciais na saúde. O estudo mostra a importância do sono na saúde e no metabolismo da glucose”, concluiu o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.