Dormir pouco ou demasiado pode ser prejudicial para o coração

Estudo realizado pela Chicago Medical School

28 março 2012
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Dormir poucas ou demasiadas horas por noite pode ser prejudicial para a saúde cardiovascular, dá conta um estudo que foi apresentado no 61ª encontro anual da American College of Cardiology.

 

Para o estudo os investigadores da Chicago Medical School, nos EUA, contaram com a participação de 3.019 indivíduos com mais de 45 anos de idade, que foram divididos em três grupos distintos tendo em conta o número de horas que dormiam por noite: menos de seis horas por noite; entre seis a oito horas por noite e mais de oito horas por noite. Todos os participantes foram também questionados sobre a ocorrência de eventos cardiovasculares.

 

Os investigadores constataram que os indivíduos que dormiam menos de seis horas por dia tinham um risco duas vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral ou enfarte agudo do miocárdio e um risco 1,6 vezes maior de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva. Por outro lado, os indivíduos que dormiam mais de oito horas por dia apresentavam um risco duas vezes maior de desenvolver angina de peito e um risco 1,1 vezes maior de desenvolver doença arterial coronária.

 

“Agora temos uma indicação que o sono pode ter impacto na saúde cardiovascular e isso deve ser uma prioridade”, revelou, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Rohit R. Arora.” Com base nos resultados deste estudo podemos concluir que dormir entre seis a oito horas por dia está associado com um menor risco de desenvolver, ao longo do tempo, doenças cardiovasculares”, acrescentou o investigador.

 

Um insuficiente número de horas de sono já tinha sido previamente associado com a hiperativação do sistema nervoso simpático, intolerância à glucose, diabetes, aumento dos níveis de cortisona, pressão arterial e marcadores inflamatórios. Todos estes parâmetros estão associados com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Contudo, ainda não se sabe o motivo pelo qual dormir demasiadas horas está associado com problemas cardiovasculares.

 

Rohit R. Arora aconselha “os médicos a questionarem os pacientes sobre a duração do sono, especialmente os indivíduos que já apresentam um maior risco de doenças cardiovasculares. Isto é algo muito fácil de avaliar durante um exame físico e pode encorajar os pacientes a adotarem melhores hábitos de sono.“

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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