Dormir pouco ou demais aumenta pressão arterial na grávida

Estudo publicado na revista “Sleep”

10 outubro 2010
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Dormir pouco ou demais pode ter influência na pressão arterial durante o último trimestre da gravidez, aponta um estudo da Washington University, nos EUA, publicado na revista “Sleep”.

 

O estudo envolveu 1.272 mulheres grávidas, saudáveis, avaliadas através de uma entrevista onde lhes foi questionado sobre a quantidade e qualidade do sono no início da gravidez. Apenas 20,5% das mulheres relataram uma duração de sono de nove horas por noite, tempo que foi utilizado como categoria de referência "normal", dado que pesquisas anteriores indicaram que as mulheres grávidas tendem a ter padrões de duração de sono mais longos.

 

Cerca de 55,2% das mulheres relataram dormir entre sete a oito horas por noite, 13,7% dormiam seis horas ou menos e cerca de 10,6% dormiam dez horas ou mais. A pressão arterial foi medida periodicamente durante toda a gravidez. 

 

A duração do sono não pareceu ter efeito sobre os níveis da pressão arterial no primeiro e segundo trimestres da gravidez. No entanto, durante o terceiro trimestre, as mulheres que dormiam menos de seis horas por noite tinham uma pressão arterial sistólica média, conhecida como pressão arterial máxima, quase 4 mmHg (milímetros de mercúrio) superior à registada pelas mulheres que dormiam nove horas.

 

Mesmo as mulheres que dormiam sete ou oito horas por noite tinham medidas de pressão arterial sistólica cerca de 2,4 mmHg superiores às das mulheres que dormiam nove horas. O estudo também permitiu descobrir que a pressão arterial sistólica foi 4,2 mmHg maior nas mulheres que dormiam mais de dez horas por noite. Resultados semelhantes também foram verificados para a pressão arterial diastólica.

 

No decorrer do estudo, foi ainda verificada uma associação entre a duração do sono e pré-eclampsia, caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e no final da primeira semana depois do parto. O risco de desenvolver pré-eclampsia foi 9,52 vezes superior nas grávidas que dormiam menos de cinco horas durante a fase inicial de gravidez.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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