Dormir pouco aumenta risco de constipações

Estudo publicado na revista “Sleep”

03 setembro 2015
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Os indivíduos que dormem menos de seis horas por noite têm um risco maior de ficarem constipados comparativamente com aqueles que dormem mais de sete horas, dá conta um estudo publicado na revista “Sleep”.
 

Já há muito que a comunidade científica sabe que o sono desempenha um papel importante na saúde. Na verdade dormir poucas horas tem sido associado a doenças crónicas, suscetibilidade a doenças e morte prematura. Estudos anteriores realizados pelos Investigadores da Universidade de São Francisco, nos EUA, já tinham demonstrado que as pessoas que dormem poucas horas estão menos protegidas de doenças após serem vacinadas. Outros estudos indicaram ainda que o sono é um dos fatores que regulam um tipo de células imunitárias que ajudam a combater as infeções, os linfócitos T.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de São Francisco em colaboração com investigadores da Universidade de Carnegie Mellon e do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, contaram com a participação de 164 voluntários. Ao longo de seis meses os participantes foram submetidos a rastreios médicos, entrevistas e questionários para avaliação dos níveis de stress, temperamento, hábitos tabágicos e consumo de álcool. Foram também medidos os hábitos de sono dos participantes na semana anterior a estes terem sido expostos a um dos vírus responsáveis pelas constipações.
 

Posteriormente os voluntários foram inoculados com o vírus através de gotas nasais tendo sido monitorizados ao longo de uma semana, foram recolhidas amostras do muco nasal para verificar se a infeção se tinha instalado.
 

O estudo apurou que os indivíduos que tinham dormindo, na semana anterior, menos de seis horas tinham um risco 4,2 vezes maior de ficarem constipados, comparativamente com aqueles que tinham dormido mais de sete horas. Aqueles que dormiram menos de cinco horas tinham um risco 4,5 vezes maior.
 

“Dormir poucas horas foi mais importante do que qualquer outro fator associado ao risco de constipação”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Aric Prather. Os investigadores verificaram que o risco de os participantes ficarem constipados era independente da idade, níveis de stress, raça, educação e mesmo hábitos tabágicos.
 

“Não dormir horas suficientes afeta definitivamente a saúde física”, acrescentou o investigador.
 

Na opinião dos autores do estudo, estes resultados indicam que o sono deveria ser encarado como um pilar fundamental da saúde pública, juntamente com a adoção de uma dieta saudável e prática de exercício físico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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