Dormir em demasia acelera declínio cognitivo

Estudo publicado no “Journal of Psychiatric Research”

14 outubro 2013
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Dormir em demasia pode acelerar o declínio cognitivo dos indivíduos com idades compreendidas entre os 60 e os 70 anos de idade, sugere um estudo publicado no “Journal of Psychiatric Research”.
 

O declínio da função cognitiva, que afeta nomeadamente a memória e o raciocínio, é uma característica do distúrbio cognitivo médio, um conhecido fator de risco da demência.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Madrid, em Espanha, e da Universidade de Colombia, nos EUA, contaram com a participação de 2.700 pessoas que tinham entre 60 a 70 anos. No início e no fim do estudo os participantes foram submetidos a um exame, o “Mini exame do estado mental” (MEEM), para avaliação da função cerebral. Ao longo dos três anos do período de acompanhamento, foram também preenchidos relatórios que incluíram informações detalhadas sobre os padrões de sono.
 

O estudo apurou que 49% dos participantes tinham um padrão de sono considerado normal, dormiam uma média de seis a oito horas por noite. Quarenta por cento dos indivíduos tinham um sono longo, nove ou mais horas, e 11% dormiam pouco, cinco ou menos horas por noite.
 

Ao longo do período de acompanhamento os investigadores, liderados por Julián Benito-León, constataram que os resultados do teste de MEEM diminuíram nos três grupos. Contudo, os indivíduos que tinham uma duração do sono mais longa apresentavam o dobro do declínio cognitivo, comparativamente com aqueles que tinham um padrão de sono normal.
 

Os autores do estudo revelaram que a diferença encontrada entre aqueles que tinham um sono mais longo, comparativamente com aqueles que tinham um sono considerado normal, era significativa. Adicionalmente, os resultados mantiveram-se consistentes mesmo após se ter tido em conta outros fatores que poderiam influenciar os resultados, incluindo a idade, educação, hábitos tabágicos e de bebidas alcoólicas.
 

Na opinião dos investigadores, são necessários estudos de maiores dimensões para confirmar os resultados obtidos. O fato de se ter encontrado uma associação não significa que um tempo mais longo de sono seja a causa do declínio da função cognitiva. Segundo os investigadores poderão existir outras explicações. Na verdade, uma das questões que poderia ser explorada em futuras investigações é se o declínio mental pode fazer com que as pessoas durmam mais.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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