Dormir é o melhor remédio

Estudo publicado na revista “Cognitive Therapy and Research”

09 dezembro 2014
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Os indivíduos que dormem durante curtos períodos de tempo e se deitam tarde apresentam pensamentos negativos mais frequentemente, do que aqueles que têm padrões de sono regulares, sugere um estudo publicado na revista “Cognitive Therapy and Research”.
 

Algumas pessoas têm pensamentos negativos repetitivos e sentem que têm pouco controlo sobre si. Estas pessoas tendem a preocupar-se excessivamente com o futuro, aprofundar muito o passado, e têm pensamentos intrusivos irritantes. Estes pensamentos são muitas vezes típicos de indivíduos que sofrem de ansiedade generalizada, de depressão major, stress pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e distúrbio de ansiedade social. Estes indivíduos também tendem a ter problemas de sono.
 

Estudos anteriores já tinham associados os problemas de sono com este tipo de pensamentos negativos repetitivos, especialmente nos casos em que não se dorme o suficiente. Os investigadores da Universidade de Binghamton, nos EUA, decidiram agora replicar estes estudos, e averiguar se havia alguma ligação entre estes pensamentos e a hora a que as pessoas iam dormir.
 

O estudo incluiu a participação de 100 estudantes que foram submetidos a uma bateria de questionários e a duas tarefas computorizadas. Ao longo do processo foi medido o quanto os estudantes se preocupavam ou ficavam obcecados com alguma coisa. Foi também questionado se os participantes eram mais madrugadores ou notívagos.
 

O estudo apurou que os indivíduos que dormiam durante curtos períodos de tempo e que iam dormir a horas tardias tinham um maior risco de terem pensamentos negativos repetitivos, comparativamente com os outros estudantes. Esta relação manteve-se para os estudantes que diziam ser mais notívagos.
 

"Certificar-se que o sono é realizado durante o momento certo do dia pode ser uma intervenção fácil e de baixo custo para os indivíduos que são importunados por pensamentos intrusivos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jacob A. Nota.
 

Estes resultados também sugerem que a interrupção do sono pode ser associada ao desenvolvimento de pensamentos negativos repetitivos. Os autores do estudo acreditam assim que as pessoas que estão em risco de desenvolver distúrbios caracterizados por este tipo de pensamentos intrusivos deveriam  dormir um número de horas suficiente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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