Dormir com os pais diminui risco de obesidade

Estudo realizado pela Universidade de Copenhaga

14 maio 2012
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As crianças que acordam a meio da noite e que vão dormir para a cama dos pais apresentam um menor risco de se tornarem obesas, dá conta um estudo apresentando no 19th European Congress on Obesity que se realizou em França.

 

Estudos anteriores tinham sugerido que as crianças que dormiam na cama dos pais, após terem acordado a meio da noite, apresentavam uma menor qualidade de sono, a qual tem sido associada com a obesidade. Assim, teoricamente seria de esperar que as crianças que vão dormir para a cama dos pais apresentassem um maior risco de ficarem com excesso de peso ou obesas.

 

Para testar esta hipótese os investigadores da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, contaram com a participação de 497 crianças, entre os dois e os seis anos de idade, que tinham predisposição para a obesidade devido ao elevado peso à nascença, ao facto das mães terem excesso de peso antes da gravidez e pertencerem a um estatuo socioeconómico baixo.

 

Após terem calculado o índice de massa corporal das crianças, os investigadores constataram que as crianças que nunca dormiam na cama dos pais durante a noite tinham um risco três vezes maior de ficarem obesas, do que aqueles que iam para a cama dos pais todos os dias, após terem acordado.

 

Estes resultados sugerem que as respostas parentais positivas, como o permitir que a criança durma na cama dos pais, cria uma sensação de segurança que pode proteger contra a obesidade, explicou a autora do estudo, Nanna Olsen. Por outro lado, as respostas psicossociais negativas, como os sentimentos de rejeição, podem conduzir à obesidade, acrescenta a investigadora.

 

Apesar do estudo ter encontrado uma associação entre um menor índice de massa corporal e facto de as crianças dormirem com os pais, os investigadores não provaram que havia uma relação de causa efeito.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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