Dormir com luz e a obesidade

Estudo publicado no “American Journal of Epidemiology”

03 junho 2014
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Dormir num quarto com demasiada luz está associado a um incremento do risco de aumento de peso, concluiu uma equipa de investigadores no Reino Unido.
 

A equipa, do Institute of Cancer Research em Londres, apurou que as mulheres que dormiam em quartos com luz suficiente para se distinguir os contornos do compartimento possuíam cinturas com uma circunferência superior às das que dormiam em quartos com pouca luz.
 

Para o estudo, a equipa contou com a participação de 113.000 mulheres, as quais foram questionadas sobre a quantidade de luz presente no quarto enquanto dormiam. As mulheres deviam quantificar a luz como sendo suficiente para ler ou suficiente para distinguir as formas no quarto ou suficiente para ver a mão mas não para além disso ou como estando demasiado escuro para se poder ver a mão ou usavam uma máscara.
 

As respostas das mulheres foram depois comparadas com diversos índices de obesidade como o Índice de Massa Corporal, a relação entre a anca e a cintura e a medida da cintura. A equipa apurou que estes índices eram todos superiores nas mulheres que dormiam com quartos mais iluminados. Estas associações mantinham-se mesmo após terem sido feitos ajustes relativos à prática de atividade física, o facto de terem ou não filhos de tenra idade, duração de sono, etc.
 

Anthony Swerdlow, docente de Epidemiologia no Institute of Cancer Research considera estes factos intrigantes e que abrem caminho para estudos mais aprofundados. No entanto, a equipa não considera que estes resultados em si sejam o suficiente para se aconselhar as pessoas a dormirem com menos luz nos quartos.
 

A autora principal do estudo, Emily McFadden, explica que “devido ao facto de a informação ter sido recolhida ao mesmo tempo, não podemos prever o que vai acontecer de seguida. No entanto, as associações que encontrámos são consistentes com estudos prévios em que se estudou a exposição à luz e o metabolismo, sendo que são necessários mais estudos”.
 

Uma explicação possível para os resultados obtidos no estudo é o facto de a luz poder estar a perturbar o relógio biológico, o qual está associado ao nosso passado evolutivo, em que éramos ativos durante o período de luz solar e descansávamos durante o período noturno. A luz produz alterações na nossa força física, humor e metabolismo.
 

A luz artificial altera a produção da melatonina, que é a hormona responsável pelo sono. Sendo assim, não será prejudicial tonar o quarto em que se dorme mais escuro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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