Dores lombares: como são despoletadas?

Estudo publicado na revista “Arthritis Care & Research”

11 fevereiro 2015
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Investigadores australianos desvendam os fatores físicos e psicossociais que aumentam o risco de desenvolvimento da dor lombar, dá conta um estudo publicado na revista “Arthritis Care & Research”.
 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor lombar é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e tem um impacto maior na saúde global que a malária, diabetes ou cancro do pulmão. No entanto, poucos foram os progressos conseguidos na identificação de estratégias de prevenção eficazes.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Sydney, na Austrália, constataram que a realização de tarefas manuais que envolvem posições incómodas aumenta oito vezes o risco de dores lombares. Adicionalmente, aqueles que estão distraídos ou cansados durante a realização de atividades também apresentam um risco aumentado de dores lombares.
 

“Compreender os fatores de risco que contribuem para a dor lombar e controlar a exposição a estes riscos é um primeiro passo importante na prevenção”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Manuela Ferreira.
 

Neste estudo, os investigadores, liderados por Christopher G Maher, contaram com a participação de 999 indivíduos que tinham sofrido um episódio de dor lombar aguda entre outubro 2011 e novembro de 2012. Os indivíduos foram questionados sobre os 12 fatores físicos e psicossociais que ocorreram nas 96 horas anteriores ao início das dores lombares.
 

O estudo apurou que o risco de um novo episódio de dor lombar aumentou significativamente devido a vários fatores. Este risco aumentou desde 2,7 vezes com a prática de exercício moderado a vigoroso, até 25 vezes devido a distrações cometidas durante uma atividade.
 

Os investigadores observaram que a idade era um fator que despoletava a dor lombar naqueles que levantavam cargas pesadas. Na verdade, os indivíduos mais novos eram mais propensos a sofrer de um episódio de dor lombar aguda do que os mais idosos. Verificou-se ainda que o risco de dor lombar era maior entre as sete da manhã e o meio-dia.
 

“Compreender quais os fatores de risco modificáveis que conduzem à dor lombar é um passo importante no controlo de uma condição que afeta tantas pessoas em todo o mundo. Os nossos resultados aumentam o conhecimento dos fatores que desencadeiam a dor e poderão ajudar no desenvolvimento de novos programas de prevenção que consigam reduzir o sofrimento desta condição potencialmente incapacitante”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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