Dor neuropática: antioxidantes mostram-se promissores

Estudo publicado na revista “Pain”

12 agosto 2013
  |  Partilhar:

Os antioxidantes podem ser importantes no tratamento da dor neuropática, dá conta um estudo publicado na revista “Pain”.
 

A dor neuropática é uma dor que resulta do mau funcionamento do sistema nervoso. Contrariamente à dor normal, esta não desparece após o estímulo que a provocou ter terminado, comportando-se também de uma forma pouco habitual. Os indivíduos que têm este tipo de dores podem sentir um intenso desconforto aquando da exposição à luz ou ter uma sensação de estarem a congelar em resposta a pequenas variações de temperatura.
 

Os cientistas acreditam que a resposta para este problema reside, maioritariamente, nas células da espinal medula que respondem a uma molécula denominada por GABA. Os neurónios GABA atuam como um travão nos impulsos da dor; quando estes morrem ou são desativados o sistema que envolve a dor sai fora do controlo. Desta forma se estes neurónios permanecessem vivos e saudáveis após terem ocorrido danos nos nervos periféricos e tecidos, seria possível reverter a dor neuropática.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Texas Medical Branch, nos EUA, conseguiram, em parte, atingir este objetivo. “Os neurónios GABA são particularmente suscetíveis ao stress oxidativo. Assim, talvez estas espécies contribuam para a sensibilidade neuropática através da promoção da perda dos neurónios GABA bem como das suas funções”, explicou, o líder do estudo, Jin Mo Chung.
 

De forma a testar esta hipótese, foram conduzidas várias experiências em ratinhos que foram cirurgicamente modificados para estimular as condições da dor neuropática. Um grupo de animais foi tratado, ao longo de quatro semanas, com um antioxidante. Foi verificado que estes ratinhos apresentaram menos dor e tinham mais neurónios GABA, comparativamente a outros que não tinham sido submetidos ao tratamento.
 

“Estes resultados sugerem que o tratamento com o antioxidante foi capaz de impedir a morte dos neurónios. Contudo, os investigadores verificaram que apesar dos ratinhos tratados terem apresentado menos dores, a amplitude da melhoria não correspondeu ao elevado número de neurónios GABA atingido.
 

Apesar de ainda não terem planeado ensaios clínicos para breve, Jin Mo Chung acredita que os antioxidantes têm um grande potencial como tratamento da dor neuropática. “A dor neuropática é muito difícil de tratar, penso que esta é uma possibilidade, uma boa possibilidade”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.