Dor da mulher é considerada menos verdadeira

Estudo do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE

01 maio 2008
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A dor das pacientes do sexo feminino é tida como menos genuína e a sua situação clínica considerada como menos grave e urgente do que a dos homens, conclui um estudo do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE.
 

 

O estudo “Os enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre dor lombálgica” teve como objectivo perceber que factores influenciam os julgamentos de dor dos doentes. O estudo foi realizado junto de 205 estudantes de enfermagem e data de finais de 2007, e está enquadrado num projecto de investigação mais amplo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
 

 

O trabalho mostrou que os estudantes de enfermagem do sexo masculino efectuam mais enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre a genuinidade da dor apresentada pelo/a paciente do que as estudantes do sexo feminino.
 

 

Sónia Bernardes, investigadora no Centro de Investigação e Intervenção Social no ISCTE e autora do estudo, aponta que as evidências mostram “que, embora as mulheres reportem sentir mais dores que os homens ao longo das suas vidas, as suas dores são frequentemente desvalorizadas, sub-diagnosticadas ou sub-tratadas comparativamente com as do sexo masculino”. De acordo com a investigadora, “existem razões para crer que a discriminação da mulher com dor comparativamente com o homem não é um fenómeno universal, mas sim dependente de pistas contextuais.”
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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