Dor crónica: um em cada quatro portugueses não segue tratamento

Falta de dinheiro é a causa

29 novembro 2011
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Um em cada quatro portugueses que sofre de dor crónica não consegue tomar a medicação prescrita pelos médico por falta de dinheiro, dá conta um estudo realizado pela Deco Proteste.
 

O estudo, que decorreu entre Janeiro e Março de 2011, contou com a participação de 2.370 portugueses que responderam ao inquérito, sendo os dados  posteriormente tratados de forma a assegurar a representatividade por idade, sexo, região e nível de educação.
 

De acordo com o estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, os doentes queixam-se da rápida perda de eficácia dos fármacos prescritos, sublinhando o custo elevado do tratamento, que ronda os 77 euros por mês, a despesa com o transporte até à unidade de saúde ou hospital e o preço das consultas privadas.
 

No entanto, mais de metade dos participantes revelaram ter seguido o tratamento para a dor no último ano. Mais de metade tomou medicamentos, na maioria receitados pelo médico de família ou por um especialista.
 

De acordo com os dados recolhidos pela Deco Proteste, os custos apurados para o Estado e para as empresas são “de grande dimensão”, uma vez que a dor mal controlada é a causa de cerca de 11 milhões de faltas ao trabalho todos os anos.
 

Os problemas nas costas e no pescoço são responsáveis pelo sofrimento da maioria dos indivíduos que responderam ao inquérito. Cerca de metade dos inquiridos revelou dores de cabeça e enxaquecas e quatro em cada 10, dores nos músculos e nas articulações.
 

De acordo com o estudo da Deco Proteste, a dor crónica (de forma continua ou persistente por mais de três meses) afecta 27% dos portugueses e um em cada três não tem acompanhamento médico.
 

“A dor crónica é mais frequente nas mulheres, pacientes com mais de 35 anos e grupos económicos mais desfavorecidos”, acrescenta.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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