Dor crónica: potencial alvo terapêutico foi identificado

Estudo publicado na “Nature Chemical Biology”

27 janeiro 2012
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Investigadores americanos descobrem um potencial alvo terapêutico para o tratamento de um tipo de dor crónica, a dor neuropática, revela um estudo publicado na “Nature Chemical Biology”.

 

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de um tipo de dor crónica conhecida por dor neuropática, a qual é despoletada por danos nas células nervosas. O mecanismo pelo qual  esta dor tende a persistir permanece um mistério, para além dos tratamentos atuais serem ineficazes.

 

Quando os cientistas querem perceber o que torna as células doentes diferentes das células saudáveis procuram muitas vezes diferenças nos níveis de expressão de determinado gene ou proteína, abordagens conhecidas por genómica e proteómica. Pelo contrário, a abordagem metabolómica, centra-se nas alterações dos níveis de metabolitos de uma célula, tecido ou organismo, nomeadamente nos açúcares, vitaminas e aminoácidos que são as unidades de construção dos processos celulares básicos. “Estas são as moléculas que estão realmente a ser transformadas durante a atividade celular, a sua análise pode fornecer informação mais concreta do que está a acontecer a nível bioquímico”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Gary J. Patti.

 

Assim, neste estudo os investigadores do The Scripps Research Institute, nos EUA, decidiram utilizar esta metodologia para perceber a base bioquímica da dor neuropática e assim identificar possíveis alvos terapêuticos.

 

Através de experiências realizadas em ratinhos, os investigadores constataram que a dimetil-esfingosina, um metabolito das membranas celulares do sistema nervoso, era produzida em elevados níveis na medula espinal dos ratinhos que sofriam de dor neuropática.

 

O estudo constatou que quando este metabolito era injetado nos ratinhos saudáveis, em doses semelhantes às encontras nos ratinhos com danos nas células nervosas, induzia dor. A dimetil-esfingosina parece causar dor, em parte, pela estimulação de moléculas pró-inflamatórias por parte de células envolvidas no suporte das células nervosas, os astrócitos.

 

Os investigadores estão atualmente a testar inibidores da produção deste metabolito os quais poderão ser eficazes no tratamento ou na prevenção da dor neuropática.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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