Dor crónica afecta quase um terço dos portugueses

Dados da Associação para o Estudo da Dor

18 outubro 2011
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A dor crónica, um problema que poderia ser diminuído com formação dos profissionais de saúde e com uma rede de referenciação, afecta quase um terço da população portuguesa, defende a Associação para o Estudo da Dor (APED).

 

A associação lembra, em comunicado, que as estimativas apontam para cinco mil milhões de pessoas em todo o mundo a viver em países com insuficiente acesso ao tratamento da dor.

 

Em Portugal, onde o custo anual da dor crónica é de mais de três mil milhões, são apontados vários problemas: “inexistência formal de uma rede de referenciação”, “deficiências de formação na área” e “resignação das pessoas em relação ao fenómeno”.

 

“Uma questão que limita ou dificulta o adequado tratamento da dor são os mitos associados à prescrição de opióides pelos profissionais de saúde, ou pelos pacientes, o que coloca Portugal num dos países da Europa com maior resistência à utilização destes fármacos”, apontou o presidente da APED, Duarte Correia.

 

O responsável prevê que a extinção do receituário especial para os opióides, que actualmente existe, possa vir a ajudar a combater o estigma da prescrição destes medicamentos.

 

A dor crónica, que afecta 30% da população portuguesa, pode ser definida como um estado de dor persistente. A osteoartrose, lombalgia crónica e artrite reumatóide são as causas mais frequentes de dor crónica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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