Doping na Grécia Antiga

Atletas usavam truque para melhorar desempenho

07 maio 2003
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Antes do uso alargado do doping e de outros métodos menos saudáveis, os atletas gregos já tinham na manga alguns truques para maximizar as possibilidades de vitória.
 

 

Já na 18 a. Olimpíada antiga, em 708 a.C., os atletas usavam pesos de pedra ou chumbo nas mãos na prova de salto em comprimento. Se os pesos eram balançados correctamente e exactamente na hora certa durante o salto, os vulgarmente conhecidos como halteres poderiam acrescentar pelo menos 17 centímetros num salto de três metros. Estes cálculos foram feitos pela Universidade Metropolitana de Manchester, na Inglaterra.
 

 

«Isto poderia ser considerado o primeiro instrumento passivo inventado para aumentar o movimento e a locomoção», disse à Reuters Alberto Minetti, do departamento de exercícios e ciência desportiva da universidade.
 

Mas, ao contrário do doping, os halteres eram legais. «Essa era uma forma de usar melhor o músculo existente. Não era como o doping. Esse é um produto de táctica, não fraude», afirmou Minetti.
 

 

Os instrumentos de pedra, que pesavam entre dois e nove quilos, tinham diversas formas. Pinturas em vasos antigos descrevem os atletas a usar os halteres durante as competições. O modo de uso consistia em balancear para frente e para trás antes do atleta partir, impulsionado para a frente durante o salto e depois para trás antes de «aterrar» no sítio de chegada.
 

 

Usando um modelo de computador e tendo em consideração vários elementos como a elasticidade dos tendões e ligamentos, Minetti e Luca Ardigo calcularam que a velocidade de partida era dois por cento maior com um par de halteres com um peso total de cerca de seis quilos.
 

 

O desempenho geral, no entanto, começaria a cair quando o peso excedesse 10 a 12 quilos, de acordo com a estudo publicado na revista Nature.
 

 

Com base no tamanho das amostras arqueológicas dos halteres, Minetti afirmou que os gregos antigos sabiam exactamente o que estavam a fazer.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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