Doping enfraquece o corpo...

... e altera a personalidade

22 agosto 2004
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Em época de Jogos Olímpicos, os casos de doping começam a aparecer a público. Mas os perigos vão além da desonestidade do atleta...
 

 

Este fim-de-semana, o director de comunicação IAAF, Nick Davies, anunciou que a russa Irina Korzhanenko, recente campeã olímpica no lançamento do peso, acusou positivo no controlo anti-doping. Caso se confirme esta situação, trata-se do seu segundo caso de doping, uma vez que a atleta já tinha sido desqualificada em 1999, depois de ter arrecadado a medalha de prata nos Mundiais.
 

 

Os alertas sobre o uso de doping também têm ocorrido com alguma frequência através da comunidade científica. Além da desonestidade, o atleta que os utiliza corre muitos riscos de afectar a sua saúde.
 

 

De acordo com testes feitos na Austrália, os esteróides anabolizantes usados por atletas para melhorar a sua performance enfraquecem o organismo contra infecções e o cancro.
 

 

 

Os cientistas descobriram que, mesmo usando doses 50 vezes menores do que as que são habitualmente utilizadas por desportistas que utilizam o doping, as drogas afectavam o sistema imunitário.
 

 

 

Os voluntários que participaram nos testes na Universidade Southern Cross também afirmaram ter sofrido mudanças de personalidade. Isso pode explicar por que em muitos casos os utilizadores de esteróides se tornam exageradamente agressivos.
 

 

 

Ao longo de seis semanas, um grupo de 24 atletas de vários países concordou em tomar esteróides anabolizantes para que a investigação fosse realizada como parte de um projecto encomendado pela revista New Scientist e pelo canal de TV britânico Channel 4.
 

 

 

No início do estudo, participaram numa série de actividades desportivas para avaliar como o seu desempenho era afectado. Os atletas foram divididos em dois grupos: O primeiro recebeu injecções de enantato de testosterona, um tipo de esteróide e o segundo grupo recebeu injecções de placebo. Os cientistas que avaliaram os resultados, mas não sabiam quem tinha recebido o quê.
 

 

 

Como esperado, a droga melhorou o desempenho dos atletas, mas não sem deixar efeitos secundários. Entre os que tomaram os esteróides observou-se uma redução de 20 por cento das células NK, um tipo de glóbulo branco do sangue que é fundamental para o sistema imunitário.
 

 

 

Um outro efeito secundário foi a redução da empatia dos atletas que tomaram as drogas com outras pessoas, tornando-os menos sensíveis aos efeitos que as suas acções têm sobre os outros.
 

 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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